
Brasil, um país que se tornou um laboratório vivo de políticas econômicas autofágicas: a Selic meta em 1.425% ao ano e o IPCA acumulado em 472% nos últimos 12 meses contam a história de um governo que queimou a riqueza nacional no altar do gasto público e da reeleição. Enquanto isso, o mundo pegava fogo — do Estreito de Ormuz, onde o petróleo a US$ 120 dólares ameaçava uma crise energética global, às tensões no Pacífico com China e Taiwan, passando por uma guerra de IA que reconfigura o Vale do Silício. O cenário é de tempestade perfeita para quem vive de renda fixa e de terra arrasada para quem depende de crédito, emprego e estabilidade mínima.
Nesta segunda-feira, o dado que concentra todas as atenções foi o déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, escancarando a incapacidade do governo Lula de conter as próprias despesas mesmo com uma arrecadação histórica que já ultrapassou R$ 2 trilhões no semestre. O resultado é uma dívida pública que caminha para 99,8% do PIB em 2035 e para assustadores 115% em 2036, segundo a Instituição Fiscal Independente. Em paralelo, o mercado de criptomoedas sangra com o pior mês da história dos ETFs de bitcoin, enquanto o petróleo dança conforme a música do conflito EUA-Irã e o ouro recua com a redução do prêmio de risco geopolítico. É um resumo que exige estômago forte — e uma boa dose de ceticismo sobre o rumo do país.
📈 Economia
O Brasil atingiu a impressionante marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados ainda no primeiro semestre de 2026 — mas, em vez de equilíbrio fiscal, o que se viu foi um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio. Os dados, do Tesouro Nacional, apontam que o rombo veio do aumento das despesas livres do governo, os chamados gastos discricionários. A conta não fecha, e o contribuinte paga o pato duas vezes: com mais impostos e com juros estratosféricos.
- Bradesco revisa projeções: PIB maior, inflação e Selic ainda mais altas em 2026 e 2027 — Segundo o banco, o desemprego baixo para padrões históricos está alargando o hiato do produto, enquanto a inclinação da curva de juros pressiona negativamente a bolsa. Ou seja: crescer para inflacionar e depois estourar.
- Juros altos sufocam empresas: custo médio chega a 16,79% ao ano — Estudo do Cefeb, citado pelo Estadão, revela o custo médio dos juros sobre dívidas empresariais. Com a Selic a 1.425% ao ano, o crédito privado virou artigo de luxo para quem produz e um generoso subsídio para quem já tem capital.
- Dívida pública federal já supera R$ 9 trilhões, caminhando para 115% do PIB em 2036 — Os dados da Instituição Fiscal Independente (IFI), divulgados pelo Poder360, indicam que o presidente eleito em 2026 terá de enfrentar discussões duras sobre as contas públicas.
- Déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio revela gastança descontrolada — Conforme o G1, as despesas livres do governo cresceram. Em vez de controlar o gasto, a aposta do governo é arrecadar mais — tarefa que já gerou R$ 2 trilhões em impostos no semestre.
- Cenário internacional de juros altos aperta ainda mais o Brasil — O Estadão aponta que o elevado endividamento do país, que deve encerrar 2026 em 83,2% do PIB, está no radar dos investidores. Com juros globais em alta, o Brasil perde atratividade e espaço fiscal.
🏛️ Política
A política brasileira segue seu roteiro: o governo Lula tenta destravar pautas no Senado enquanto perde popularidade (desaprovação de 48%, segundo pesquisa) e enfrenta a sombra do escândalo Master. A nova líder do governo, Teresa Leitão, tem a missão de fazer a máquina andar ao mesmo tempo em que Lula pressiona por um nome em Minas Gerais, se contradizendo ao discurso de fortalecer o Senado. Enquanto isso, a direita avança na América do Sul, criando mais pressão externa para um governo já fragilizado.
- Teresa Leitão assume liderança no Senado com desafio de destravar prioridades de Lula — Conforme o Metrópoles, a senadora terá de lidar com a PEC do fim da escala 6×1 e recompor a relação com Davi Alcolumbre.
- Lula se contradiz sobre fortalecer o Senado ao pressionar por nome em Minas — De acordo com o UOL, o presidente busca um palanque forte no estado que é considerado o “decisor de eleições”. A ironia é que o discurso público é de fortalecimento da Casa, mas a prática é de pressão política.
- Vitórias da direita na América do Sul criam novo problema para Lula em 2026 — Segundo o ND+, a oposição ganha fôlego e discurso com o avanço conservador no continente.
- Desaprovação a Lula alcança 48%, com segurança pública no centro das preocupações — Dado da Gazeta do Povo mostra que a sensação de insegurança afeta diretamente a popularidade do presidente.
- Empresas contratadas por prefeituras eram usadas em esquema de desvio e lavagem ligado às eleições de 2024 — A PF revelou, conforme o G1, que valores eram transferidos para contas e sacados em dinheiro vivo. Mais um capítulo no manual de como não gastar o dinheiro do contribuinte.
₿ Criptomoedas
O mercado de criptomoedas vive um de seus momentos mais sombrios em 2026: os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos caminham para o pior mês da história, segundo o InvestNews. O bitcoin (BTC) ensaia uma recuperação na casa dos US$ 60 mil, mas com perdas semanais de 12% que indicam fragilidade. A stablecoin USDT chega a superar brevemente o Ethereum em capitalização de mercado, sinal de que investidores estão buscando refúgio em ativos mais estáveis.
- Strategy sob pressão: pode vender US$ 3 bilhões em bitcoin — A empresa enfrenta um dilema de liquidez que pode despejar uma quantidade massiva de BTC no mercado, derrubando ainda mais os preços. O mercado reza para que a empresa não precise vender.
- ETFs de bitcoin vivem o pior mês da história desde o lançamento em janeiro de 2024 — O fluxo de saída de capital institucional é alarmante e sinaliza perda de confiança no ativo como reserva de valor no curto prazo.
- Bitcoin (BTC) recupera US$ 60 mil, mas perdas semanais chegam a 12% — A volatilidade continua sendo a única constante, e a recuperão ainda é frágil diante do cenário macro global de juros altos.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
O tabuleiro geopolítico global está em ebulição. O petróleo atingiu US$ 120 o barril após o bloqueio do Estreito de Ormuz, com EUA e Irã trocando ataques e ameaças. No Leste Europeu, a Ucrânia ataca refinarias russas, e Putin admite escassez de combustível pela primeira vez. No Pacífico, a China cerca Taiwan com mais de 100 navios enquanto Trump tenta desesperadamente negociar uma trégua. O Brasil, como sempre, é mero espectador — e paga a conta.
- EUA e Irã intensificam ataques: Irã lança mísseis contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Barein — A CNN Brasil reporta que a retaliação veio após Trump ameaçar aniquilar a liderança iraniana. O Oriente Médio é um barril de pólvora prestes a explodir.
- Ucrânia ataca refinarias russas e Putin admite escassez de combustível pela primeira vez — O Globo revela que o presidente russo reconhece um “certo déficit” de combustíveis, prometendo ampliar a produção. A guerra de atrito chega a um ponto crítico para Moscou.
- China cerca Taiwan com mais de 100 navios de guerra — O G1 informa que o deslocamento massivo começou antes do encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim. A pressão militar é a maior dos últimos anos.
- Suprema Corte dos EUA limita tarifas de Trump, mas presidente ameaça taxar Europa em 100% — A guerra comercial se intensifica: a corte bloqueou as tarifas para pequenas empresas, mas Trump já ameaça retaliar qualquer país europeu que taxe big techs.
🤖 Mercado de IA
O mercado de inteligência artificial vive uma guerra de talentos e de regulação. Enquanto a Apple perde um alto executivo do Vision Pro para a OpenAI, os EUA endurecem o controle sobre os modelos mais avançados de IA por questões de segurança nacional. A Anthropic rouba talentos do Google, e uma IA brasileira, a Maritaca AI, lança o modelo Sabiá 4 Thinking para competir com os gigantes globais. O setor privado inova, mas a burocracia e o custo Brasil seguem como barreiras para o país.
- OpenAI adia IPO para 2027, preocupando o Nasdaq — O atraso, segundo o El Output, impacta o mercado e coloca pressão sobre o softbank e outros investidores. A espera pelo IPO de uma das startups mais valiosas do mundo gera ansiedade.
- EUA condicionam acesso aos modelos GPT-5.6 e Mythos 5 por motivos de cibersegurança — O controle estatal sobre a tecnologia de ponta mostra que a liberdade de inovação tem limites quando o governo americano resolve intervir, algo que os liberais criticam mas o pragmatismo geopolítico impõe.
- Quase 400 jornais processam OpenAI e Microsoft por treinar IA com textos jornalísticos sem autorização — A briga dos criadores de conteúdo com as big techs promete redefinir as regras do jogo para a propriedade intelectual na era da IA.
- IA brasileira Maritaca AI lança modelo Sabiá 4 Thinking focado em raciocínio avançado — Um lampejo de inovação nacional que luta contra a corrente: enquanto o Brasil discute imposto e gasto públicos, startups tentam competir com o Vale do Silício.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O petróleo chegou a US$ 120 o barril com o bloqueio do Estreito de Ormuz, mas caiu após uma declaração de Trump sobre o fim iminente da guerra no Oriente Médio. O ouro, por sua vez, fechou em queda de 3,5% na semana e de 5% na prata, com o mercado reduzindo apostas em novos recordes após um tom mais duro do Fed e correção nas ações de tecnologia. Já a soja reagiu em alta, impulsionada pela demanda e pelas tensões no Oriente Médio, segundo o Cepea.
- Petróleo atinge US$ 120 o barril, mas recua com promessa de trégua de Trump — O G1 reporta que o bloqueio do Estreito de Ormuz, a principal rota do petróleo mundial, inquieta o mercado. A volatilidade é a única certeza.
- Ouro fecha semana com queda de 3,5%, mesmo com incertezas globais — O metal precioso, que chegou a superar os US$ 4 mil por onça-troy, recuou com a redução do prêmio de risco geopolítico e o desmonte de posições especulativas. Ainda assim, segue como porto seguro no longo prazo.
- Petrobras lucra R$ 32,6 bilhões no 1º trimestre, queda de 7,2% — A estatal registrou alta na produção e vendas, mas o lucro menor mostra que nem mesmo a petrolífera brasileira escapa do cenário adverso de juros e câmbio.
📌 Escândalos
O escândalo Master continua a corroer o governo Lula: o PT tenta abafar a CPI que investiga o Banco Master, enquanto o senador Jaques Wagner (PT-BA) é alvo de buscas da PF por suspeita de propina. Dados mostram que Lula derreteu 3,8 pontos na pesquisa de 1º turno na semana seguinte às operações. O custo político é crescente, e o partido que se elegeu combatendo a corrupção agora tenta sobreviver ao maior escândalo de suas administrações.
- Após escândalo Master, PT e Flávio Bolsonaro disputam protagonismo da CPI — Conforme a CBN, a base do governo tenta associar as fraudes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto a oposição acusa o PT de frear as investigações.
- Lula derrete 3,8 pontos em 1º turno após PF mirar propina no ‘PTMaster’ — O Diário do Poder revela que a busca por provas de corrupção envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner impactou diretamente a intenção de voto do presidente.
- Governo Lula gastou R$ 178 milhões com propaganda em 2026 — Quase 20% de toda a despesa em publicidade institucional do terceiro mandato foram gastos em um ano eleitoral. Dinheiro do contribuinte para tentar melhorar a imagem de um governo que não para de sangrar.
- CPI do Master é alvo de operação para ser abafada — A Gazeta do Povo aponta que Motta e Alcolumbre trabalham para enterrar a investigação, enquanto Michelle e Flávio Bolsonaro tentam se reconciliar para capitalizar politicamente.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida, especialmente quando o Estado e a economia não oferecem segurança alguma. A boa notícia é que os brasileiros estão praticando mais atividades físicas, mas a má notícia é que a falta de tempo ainda é o principal obstáculo.
- Falta de tempo é o principal motivo que impede pessoas de praticar atividades físicas — Dado da Tribuna do Planalto confirma que a maioria da população sabe que precisa se exercitar, mas a rotina no trabalho e a burocracia brasileira sugam o tempo livre. Priorizar 30 minutos de exercício é uma escolha política contra o sedentarismo.
- Médica explica por que você treina e ainda não vê resultados — Conforme o Metrópoles, o corpo se adapta aos hábitos e pode reduzir ganhos com a falta de consistência na rotina e alimentação. A dica é simples e gratuita: planeje, varie e durma bem — isso não requer suplemento caro.
- Alimentação correta é essencial para garantir a saúde desde cedo — A hidratação e a alimentação contribuem para o desenvolvimento físico e cognitivo, tanto em humanos quanto em cães filhotes. A prevenção é mais barata que o tratamento: substitua um ultraprocessado por uma fruta hoje mesmo.
Seu corpo é o único ativo que nenhum governo pode confiscar — comece a investir nele agora.
🔍 O que Observar nas Próximas 12 Horas
Com base nos eventos deste período, estes são os 3 pontos críticos a monitorar:
- Escândalo Master e CPI no Senado — O governo tentará abafar a CPI ou cederá à pressão da oposição? Qualquer movimento pode impactar a cotação do real e a popularidade de Lula.
- Petróleo e Estreito de Ormuz — A promessa de trégua de Trump é real ou apenas retórica? O preço do barril pode disparar novamente, impactando diretamente os preços dos combustíveis e a inflação no Brasil.
- Dados fiscais e Selic — Com o déficit de maio já divulgado e a dívida pública em trajetória explosiva, o mercado espera qualquer sinal de ajuste fiscal do governo. A ausência de medidas concretas pode levar o dólar a novas máximas.
Gostou do Resumo Noite?
Compartilhe com quem precisa estar bem informado.
O próximo resumo sai no período da Manhã (às 12h) — volte para conferir.
Deixe seu comentário abaixo — sua opinião importa.




