
O Brasil acordou, mais uma vez, sob o peso de uma âncora fiscal enferrujada. Com uma Selic nominal de 1.425% ao ano e uma inflação acumulada em 12 meses de 472%, a economia brasileira navega em águas nunca antes navegadas — e não por inovação, mas por irresponsabilidade. O governo Lula, em ano eleitoral, tenta remar contra a maré aumentando gastos discricionários e soltando a verba de publicidade, enquanto a dívida pública dispara, os juros reais asfixiam o setor produtivo e o cenário internacional joga mais lenha na fogueira fiscal.
O período de 00h às 12h foi marcado por um combo de más notícias: rombo primário recorde de R$ 53,3 bilhões em maio, dívida bruta atingindo 81,1% do PIB, escalada de juros corporativos e um cenário geopolítico global que não dá trégua, com a guerra no Oriente Médio ameaçando o preço do petróleo e a estabilidade dos mercados. Enquanto isso, a máquina pública se prepara para gastar R$ 520 milhões em propaganda eleitoral — um novo recorde de cinismo.
📈 Economia
O termômetro da economia brasileira marcava febre perigosa nesta manhã. Dados oficiais do Banco Central escancararam o descontrole fiscal, enquanto o mercado tenta digerir a política de juros estratosféricos que, ironicamente, não está conseguindo conter a inflação.
- Dívida bruta dispara para 81,1% do PIB e soma R$ 10,6 trilhões — Dados da Reuters e do BC mostram que a dívida pública explodiu muito além do esperado em maio. O crescimento foi impulsionado pela taxa de juros elevada (Selic a 1.425% a.a.) e pelo déficit do setor público consolidado, pior do que o mercado projetava. O custo do serviço da dívida do setor público somou R$ 107,5 bilhões em maio, sendo R$ 97,9 bilhões apenas do governo central.
- Governo central registra déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio — O pior resultado para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação. Segundo o Tesouro Nacional, a piora está diretamente ligada ao aumento das despesas livres, os chamados gastos discricionários. Em vez de cortar na carne, o governo Lula aumenta a farra em ano eleitoral.
- Juros altos sufocam empresas: custo médio das dívidas sobe a 16,79% ao ano — Estudo do Cefeb, citado pelo Estadão, revela que o custo médio dos juros sobre dívidas empresariais disparou, agravando a situação financeira das companhias e reduzindo brutalmente o espaço para investimento privado. A política monetária, que deveria conter a inflação, está servindo apenas para asfixiar quem produz e enriquecer os rentistas.
- Bradesco eleva projeção de PIB, mas alerta para inflação e Selic ainda maiores — Em relatório, o banco admite que a taxa de desemprego baixa contribui para o alargamento do hiato do produto, e que a inclinação da curva de juros pressiona negativamente a bolsa. Ou seja: o crescimento, mesmo que ocorra, virá com inflação teimosa e juros proibitivos.
🏛️ Política
Em Brasília, o Palácio do Planalto tenta conter os estragos de uma crise de governabilidade e de popularidade. O presidente Lula, com rejeição estatisticamente empatada com a de Flávio Bolsonaro (49% contra 51%), busca fortalecer a base no Senado enquanto a ala conservadora avança na América do Sul.
- Lula reúne-se com a nova líder no Senado, Teresa Leitão, para “destravar” pautas — A senadora assume o cargo com a missão de aprovar a PEC do fim da escala 6×1 e recompor a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O governo precisa desesperadamente de vitórias legislativas para tentar melhorar a imagem em ano eleitoral.
- Eleitores rejeitam os dois lados: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em rejeição — Pesquisa da VEJA indica que o país terá um presidente com altíssima rejeição e sem maioria no Congresso. Lula tem 49% de rejeição, contra 51% de Flávio Bolsonaro. Um cenário de paralisia política e desgaste mútuo que só favorece o grande perdedor: o contribuinte.
- Governo Lula gasta R$ 520 milhões em publicidade antes do período eleitoral — A lei suspende a propaganda institucional a partir de 4 de julho. Até lá, o governo petista liberou mais que o dobro do que Bolsonaro gastou em 2022. No total, já são R$ 178 milhões gastos em 2026. Uma demonstração clara de que a máquina pública está sendo usada para tentar comprar a simpatia do eleitor com dinheiro suado do contribuinte.
₿ Criptomoedas
O mercado de criptomoedas amanheceu sob pressão, com o Bitcoin (BTC) perdendo o suporte psicológico dos US$ 60 mil. A aversão ao risco global, alimentada por tensões geopolíticas e pela perspectiva de juros altos nos EUA, continua pesando sobre o setor.
- Bitcoin (BTC) recua para a faixa dos US$ 59 mil — Segundo a Money Times, a criptomoeda opera com variação de 1,5% nas últimas 24 horas. O mercado aguarda os dados de trabalho dos EUA, que podem dar mais pistas sobre a política monetária do Federal Reserve.
- Strategy (antiga MicroStrategy) vira “calcanhar de Aquiles” do mercado — Mesmo comprando Bitcoin, a empresa de Michael Saylor está sendo apontada como um fator de pressão negativa. A venda de BTC pela Strategy impactou o mercado e contribuiu para a queda recente do ativo, segundo análise do Money Times.
- USDT supera Ethereum e se torna a segunda maior criptomoeda do mercado — A CoinTribune reporta que a stablecoin USDT ultrapassou brevemente o Ethereum (ETH) em valor de mercado, após o ETH cair ao seu menor nível de 2026. O mercado busca abrigo em ativos atrelados ao dólar, sinal de desconfiança e medo.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
O mundo segue à beira de um conflito de grandes proporções. No Oriente Médio, a trégua entre EUA e Irã é frágil e os ataques se intensificam. Na Europa, a Rússia avança na Ucrânia, mas já admite escassez de combustível. No Pacífico, a China continua sua expansão militar.
- EUA e Irã intensificam ataques e ameaçam escalada total no Oriente Médio — A CNN Brasil reporta que o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Barein, após Trump ameaçar aniquilar a liderança iraniana. A Força Aérea americana respondeu com novos bombardeios, expondo um cessar-fogo que ninguém leva a sério. O petróleo disparou a US$ 120 o barril antes de cair com declarações de que a guerra estaria perto do fim.
- Putin admite pela primeira vez escassez de combustível na Rússia — Após ataques ucranianos com drones que incendiaram uma importante refinaria de petróleo, o líder russo reconheceu um “certo déficit” de combustíveis. O Kremlin tenta projetar uma narrativa de sucesso, mas os fatos mostram uma guerra de desgaste que está consumindo os dois lados.
- Rússia pode atacar a OTAN um ano após o fim da guerra na Ucrânia, alerta governo holandês — O Times Brasil/CNBC informa que a Rússia poderá lançar uma campanha militar “limitada” contra um país membro da OTAN. O alerta acende o sinal vermelho para a Europa e mostra que a agenda expansionista de Putin não termina na Ucrânia.
- China ergue muralha submarina e amplia contramedidas no Pacífico — A China construiu sensores submarinos e uma linha de defesa chamada “Anzol” para vigiar passagens marítimas estratégicas. Além disso, Pequim impõe novas restrições ao Japão, que classifica como “neomilitarista”. Taiwan realizou exercícios militares, mostrando que a rivalidade EUA-China no Pacífico está longe de acalmar.
🤖 Mercado de IA
O setor de inteligência artificial continua em ebulição, com uma guerra de talentos e de posicionamento de mercado entre as gigantes de tecnologia. Enquanto a inovação avança, os preços dos dispositivos sobem, e o setor enfrenta um “exame definitivo” em Wall Street.
- OpenAI, Microsoft, Google e Amazon disputam a liderança da corrida da IA — O Olhar Digital questiona quem realmente está na frente, enquanto a Anthropic volta a roubar talentos do Google. A Apple, por sua vez, aumenta os preços de seus produtos, e a justificativa vai além da inflação: a disputa pela inteligência artificial está encarecendo os componentes e a produção.
- Sam Altman revela controle de acesso individual para nova IA da OpenAI — Segundo o Mercado 20, o CEO da OpenAI informou à equipe que, na fase preliminar, cada solicitação de acesso à nova inteligência artificial será revisada individualmente. Uma medida de segurança, mas que também levanta questões sobre quem decidirá o que é seguro ou não.
- OpenAI e Anthropic chegam a Wall Street: a IA enfrenta seu “exame definitivo” na Bolsa — Mundiario analisa a expectativa para o segundo semestre de 2026. A abertura de capital dessas empresas será o grande teste para saber se o mercado realmente acredita no potencial de lucro do setor de IA, ou se é apenas mais uma bolha especulativa.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
As commodities oscilam em um cenário de forte volatilidade geopolítica e reajustes de expectativas. O petróleo dispara com as tensões no Oriente Médio, o ouro cai com a redução do prêmio de risco, e a soja brasileira caminha para uma safra recorde.
- Petróleo: barril chega a US$ 120, mas recua com sinal de trégua — Segundo o G1, o preço do petróleo disparou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial, mas caiu após declarações de Trump de que a guerra está perto do fim. O Morgan Stanley já reduz suas projeções para o petróleo, alertando para excesso de oferta com o aumento da produção da Opep+.
- Ouro cai e prata despenca mais de 5% com redução do prêmio de risco geopolítico — O Valor Investe e o Diário do Grande ABC reportam que o mercado reduziu as apostas em novos recordes para os metais preciosos após um tom mais duro do banco central americano e a correção nas ações de tecnologia. O ouro, mesmo tendo superado os US$ 4 mil por onça-troy, fechou a semana em queda de 3,5%.
- Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas — O Brasil reforça sua liderança global no agronegócio, com a safra de soja batendo recorde. No entanto, os custos dos fertilizantes continuam altos, e o crédito rural enfrenta pressão com recuperações judiciais e calotes que criaram desconfiança entre investidores.
📌 Escândalos
O noticiário policial e de escândalos políticos não dá trégua. Da corrupção na saúde do Rio de Janeiro ao escândalo Master que atinge o PT e a oposição, as denúncias mostram que a roubalheira não tem partido — mas que o PT, mais uma vez, está no centro de um esquema sofisticado de desvio de dinheiro público.
- PF investiga aliado do governador Cláudio Castro por desvio de R$ 500 milhões da saúde fluminense — A Operação Anáfora cumpre 14 mandados de busca e apreensão no Rio, Niterói e Duque de Caxias. O alvo é Washington Reis (MDB), ex-candidato a vice-governador, investigado por lavagem de dinheiro e desvio de recursos da saúde. Um esquema que prova que a corrupção no Brasil é um câncer que não escolhe ideologia.
- Caso Master vira arma eleitoral nos estados e expõe PT e Bolsonaro — O escândalo Master, que envolve fundos de previdência estaduais e municipais, ganhou tração nas disputas locais. De um lado, a base do governo Lula tenta associar as fraudes a Jair Bolsonaro. Do outro, Flávio Bolsonaro acusa aliados de Lula de atuarem para frear as investigações no Congresso. Enquanto isso, o dinheiro do trabalhador continua desaparecendo.
- ONGs em São Paulo movimentam R$ 9,8 milhões em emendas de vereadores em rede de contratos cruzados — O Estadão revela que organizações não-governamentais ligadas entre si contrataram umas às outras com verbas de emendas parlamentares. Entre 2020 e 2025, o esquema movimentou milhões. A Prefeitura de São Paulo suspendeu convênios, mas o caso expõe a fragilidade do controle sobre o dinheiro público destinado a “projetos sociais”.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida — especialmente em um país onde o custo do plano de saúde só aumenta e o sistema público desmorona. A boa notícia é que a ciência comprova o que o bom senso já sabia: o melhor remédio é a prevenção.
A falta de tempo é o principal motivo que impede os brasileiros de praticar atividades físicas, segundo notícias do período. No entanto, dados mostram que os brasileiros estão se movimentando mais, em busca de mais foco e resiliência para enfrentar o estresse do dia a dia.
- Corrida para o trabalho e para a vida: mais foco, resiliência e disciplina — Segundo o UOL, a prática regular de corrida desenvolve habilidades como disciplina, foco e persistência. Não é preciso ser um atleta: 20 minutos por dia já reduzem o estresse e aumentam a produtividade. Dica prática: troque o ônibus por uma caminhada de 15 minutos no trajeto de volta para casa.
- Impacto da alimentação no metabolismo após os 40 anos — A BOA FORMA destaca que, após os 40 anos, o corpo feminino passa por mudanças hormonais que impactam energia e composição corporal. A saída não é uma dieta milagrosa, mas sim o equilíbrio entre proteínas magras, fibras e treino de resistência. O custo de uma alimentação saudável é infinitamente menor do que o de um tratamento para diabetes ou hipertensão.
- O vício em celular: o novo inimigo da saúde mental — O G1 reporta que centros de tratamento relatam alta na busca por ajuda contra o vício em dispositivos. A nicotina continua sendo a droga mais difícil de largar, mas o vício em telas está roubando o sono e a atenção. A prevenção é gratuita: defina horários sem tela, especialmente 1 hora antes de dormir. Seu cérebro agradece.
Seu corpo é o único que você tem. A crise econômica pode tirar seu dinheiro, mas não pode roubar sua saúde — a menos que você a entregue de bandeja. Qual dessas mudanças você começa hoje?
🔍 O que Observar nas Próximas 12 Horas
Com base nos eventos deste período, estes são os 3 pontos críticos a monitorar:
- Petróleo e Oriente Médio — A volatilidade no preço do barril continuará dominando o noticiário. Qualquer escalada no conflito entre EUA e Irã pode fazer o petróleo disparar novamente, impactando diretamente o custo do diesel e da gasolina no Brasil e pressionando ainda mais a inflação.
- Dados fiscais de maio e o mercado de juros — Com a dívida bruta em 81,1% do PIB e déficit primário recorde, o mercado estará de olho em qualquer sinal de que o governo Lula estuda um novo pacote fiscal. A Selic de 1.425% não vai cair tão cedo, e isso continuará a asfixiar a bolsa e o crédito.
- Reação do Congresso ao escândalo Master e à PEC da Segurança — A briga entre PT e Bolsonarismo pelo protagonismo da CPI do Master promete esquentar. Além disso, a aprovação da PEC da Segurança na Câmara com mudanças que desagradaram o Planalto pode gerar mais atritos entre Executivo e Legislativo.
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