
O Brasil flertou com a esquizofrenia econômica nesta terça-feira: com uma Selic nominal de 1.425% ao ano e uma inflação acumulada de 472% nos últimos 12 meses, o governo Lula insiste em turbinar o crédito como se estivesse numa festa de formatura, enquanto o Copom tenta apagar o incêndio com urina. O resultado é um déficit primário bilionário, dívida pública em 81,1% do PIB e um mercado que já trocou a esperança por cálculos atuariais pessimistas para 2035.
Enquanto isso, no front externo, o barril de petróleo deu um susto ao atingir US$ 120 antes de recuar, o Bitcoin perdeu o piso dos US$ 60 mil, e o governo Lula acelerou a máquina de propaganda a pleno vapor – R$ 520 milhões liberados às vésperas da eleição, mais que o dobro do gasto de Bolsonaro em 2022. Coincidência ou não, o brasileiro que paga a conta não tem direito a reembolso.
📈 Economia
O cenário fiscal brasileiro virou um paciente em estado grave que o governo insiste em tratar com placebo eleitoral. O Banco Central, com a Selic a 1.425% a.a., tenta conter uma inflação de 472% em 12 meses – números que por si só já seriam o suficiente para qualquer gestão responsável decretar estado de emergência fiscal. Mas não a do PT.
- Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio — segundo o Diário da Região, esse rombo não considera sequer os juros da dívida. Em outras palavras, o governo gastou R$ 53,3 bilhões a mais do que arrecadou em maio – e, com juros incluídos, a conta total de juros do setor público somou impressionantes R$ 107,547 bilhões no mesmo mês, de acordo com o Banco Central. O Brasil está pagando juros de país caloteiro enquanto tenta convencer o mercado de que tem controle da situação.
- Dívida pública atinge 81,1% do PIB (R$ 10,6 trilhões) – maior nível em cinco anos — conforme o G1 e a Reuters, a dívida bruta subiu mais que o esperado em maio. A projeção dos economistas consultados pelo Banco Central, citada pelo Estadão, é que ela chegue a 99,8% do PIB em 2035. Ou seja: na ausência de um choque de credibilidade, a trajetória é de colapso lento e anunciado.
- Bradesco eleva previsão para o PIB de 2026, mas vê inflação e Selic maiores — a CNN Brasil reporta que o banco identificou “fortes estímulos que se contrapõem à política monetária”. Tradução: o governo está empurrando crédito barato para ganhar votos, enquanto o BC joga pesado com juros para conter a inflação. Resultado: a economia cresce na base da injeção artificial, mas o custo disso aparece na dívida e nos juros futuros.
- Juro alto eleva custo da dívida empresarial para 16,79% ao ano — estudo do Cefeb, citado pelo Estadão, mostra que as empresas estão sendo sufocadas pelo custo do capital. Enquanto o governo gasta bilhões com subsídios eleitoreiros, o setor privado – que gera empregos de verdade – não consegue investir porque o custo do dinheiro inviabiliza qualquer projeto de longo prazo.
- Ibovespa fecha em queda de 0,68% e dólar comercial recua a R$ 5,163 — segundo a B3 e a InfoMoney, o principal índice da bolsa fechou aos 172.029,73 pontos, com volume de R$ 22,7 bilhões. O real se valorizou ligeiramente ante o dólar, mas o recado foi claro: o mercado não está comprando o discurso de que “tudo está sob controle”.
O Brasil caminha para o fim de 2026 com a pior combinação possível: inflação alta, juros estratosféricos, dívida crescente e um governo que prefere gastar a governar. O contribuinte que se prepare para pagar a conta nos próximos anos – porque o carnê já está chegando.
🏛️ Política
Lula acelerou a máquina eleitoral com uma intensidade que faria qualquer presidente em fim de mandato corar. As duas frentes de atuação foram claras: turbinar a propaganda institucional e tentar conter os danos de um escândalo de corrupção bilionário que já respinga em todos os lados do espectro político.
- Lula libera R$ 520 milhões para propaganda antes da eleição – mais que o dobro de Bolsonaro em 2022 — segundo o Jornal de Brasília, o governo gastou R$ 178 milhões só em 2026 até agora, mas o pacote total de R$ 520 milhões supera em muito os R$ 240 milhões gastos por Bolsonaro no período eleitoral de 2022. A lei manda suspender a publicidade institucional a partir de 4 de julho – mas, até lá, a máquina pública está a todo vapor para vender a imagem do governo com dinheiro do contribuinte.
- Lula desembarca na Paraíba em meio a disputa por apoio para 2026 — o Jornal da Paraíba revela que o presidente enfrenta um impasse com o Republicanos, partido comandado por Hugo Motta (presidente da Câmara), que aguarda um “gesto político” do Planalto. Enquanto Lula negocia apoio eleitoral, a base aliada se fragmenta e o custo desses acordos para o contribuinte nunca aparece nas planilhas oficiais.
- Governo Lula propõe que população escolha destino de emendas – e gera mais atrito com o Congresso — o Estadão noticia que o Executivo quer cancelar recursos de emendas parlamentares para que a população decida o destino do dinheiro a partir de 2027. A ideia soa democrática, mas na prática é um tiro no pé: o Congresso, que já está insatisfeito com a gestão das emendas, promete retaliar. Enquanto os poderes brigam, quem perde é o contribuinte que financia o circo.
- Vitórias da direita na América do Sul criam novo problema político para Lula em 2026 — o ND+ reporta que o avanço conservador na região fortalece o discurso da oposição e isola o presidente brasileiro no cenário internacional. Para um governo que aposta na narrativa de “isolamento diplomático”, ver vizinhos migrando para a direita é um dado que incomoda – e muito.
Enquanto a máquina pública é usada para turbinar a imagem do governo, o contribuinte paga a conta e assiste a um festival de contradições: o mesmo presidente que critica o “populismo fiscal” dos adversários é o que mais gasta com propaganda e crédito subsidiado em ano eleitoral.
₿ Criptomoedas
O mercado de criptoativos amanheceu sob pressão, com o Bitcoin perdendo o suporte psicológico dos US$ 60 mil e as altcoins acompanhando o movimento de baixa. O fluxo de capital migrou para as stablecoins, que já concentram 80% das operações declaradas à Receita Federal no Brasil.
- Bitcoin (BTC) volta a perder suporte de US$ 60 mil — segundo a Money Times, o BTC é negociado na casa dos US$ 59 mil na manhã desta terça-feira, com variação de 1,5% nas últimas 24h. A queda ocorre às vésperas dos dados de trabalho dos EUA, que devem reforçar a perspectiva de juros altos por mais tempo – um cenário que tradicionalmente tira liquidez dos ativos de risco, incluindo as criptomoedas.
- USDT supera Ethereum e se torna brevemente a segunda maior criptomoeda — conforme a Cointribune, a stablecoin da Tether ultrapassou o ETH após a queda do Ethereum ao seu menor nível de 2026. O movimento sinaliza que os investidores estão migrando para ativos de menor volatilidade, buscando proteção contra a incerteza macroeconômica global.
- Stablecoins concentram 80% das operações no Brasil, com USDT movimentando R$ 1 trilhão desde 2019 — a BPMoney revela que a Receita Federal registrou que as stablecoins dominam o mercado brasileiro de criptoativos. O volume impressionante de R$ 1 trilhão movimentado pelo USDT reflete a busca dos brasileiros por proteção cambial e fuga do real, que perde poder de compra a cada aumento da inflação.
- Bitcoin em queda: analistas recomendam 7 altcoins para julho — a SpaceMoney informa que, com o BTC a US$ 58 mil, analistas estão indicando oportunidades em criptomoedas menores. O movimento típico de “rotação” de capital sinaliza que parte do mercado ainda aposta em uma recuperação de curto prazo, mas o cenário macro continua desfavorável para ativos de risco.
O Bitcoin abaixo de US$ 60 mil é um termômetro do medo que domina os mercados globais. Enquanto o Fed mantiver os juros elevados, a fuga para stablecoins e ativos de menor volatilidade deve continuar – e o Brasil, com sua inflação de 472% e Selic de 1.425%, é um dos mercados que mais empurra os investidores para as criptomoedas como reserva de valor.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
O cenário global continua volátil, com três frentes de tensão ativas: a guerra na Ucrânia, o conflito no Oriente Médio com risco de escalada entre EUA e Irã, e a pressão chinesa sobre Taiwan e o Japão. Para o Brasil, o impacto mais imediato vem do petróleo, que pode disparar caso o Estreito de Ormuz seja efetivamente bloqueado.
- Rússia avança na Ucrânia, mas ritmo é limitado e Putin admite dificuldades — a CNN Brasil e a TASS reportam que as forças russas pressionam em Donetsk, mas a Ucrânia responde com ataques de drones cada vez mais profundos em território russo. Putin reconheceu publicamente que a Rússia atravessa um período difícil – uma admissão rara que sugere que a narrativa de vitória do Kremlin está desgastada. Para o Brasil, o prolongamento do conflito mantém a pressão sobre os preços de energia e grãos.
- EUA e Irã trocam ataques; Ormuz é o ponto crítico — a CNN Brasil e o Estadão detalham que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos conjuntos contra o Irã, que respondeu com mísseis contra instalações americanas no Kuwait e no Barein. O impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, elevou o barril a US$ 120 antes de recuar com declarações de Trump sobre um possível fim da guerra. A volatilidade, no entanto, continua altíssima.
- China amplia pressão militar e econômica contra o Japão — o Estadão reporta que Pequim intensificou as medidas: sobrevoos de bombardeiros perto do Japão, detenção de empresários e restrição das exportações de terras raras. A estratégia chinesa visa enfraquecer a presença americana no Pacífico e pressionar aliados regionais. Para o Brasil, que depende de importações de fertilizantes e insumos tecnológicos, a instabilidade na Ásia pode gerar gargalos na cadeia de suprimentos.
- Trump ameaça tarifas de 100% sobre países que tributem big techs — a CNN Brasil e o Opera Mundi noticiam que o presidente americano prometeu retaliar qualquer nação europeia que implementar impostos sobre serviços digitais. A medida, se implementada, pode desencadear uma guerra comercial entre EUA e Europa – com efeitos indiretos para o Brasil, que depende do comércio com ambos os blocos.
O mundo está mais perto de uma crise energética do que a maioria dos analistas admite. Para o Brasil, que já enfrenta inflação de 472% e juros de 1.425%, um choque adicional nos preços do petróleo seria uma catástrofe – e o governo Lula parece mais preocupado com o calendário eleitoral do que com a gestão de riscos geopolíticos.
🤖 Mercado de IA
A corrida pela inteligência artificial continua acelerando, com as big techs disputando talentos, mercado e a confiança dos investidores. O destaque do período foi a movimentação de executivos da Apple para a OpenAI e a chegada das gigantes da IA a Wall Street para o que pode ser o IPO mais aguardado do ano.
- Apple perde vice-presidente do Vision Pro para a OpenAI — a Cadena 3 Argentina informa que Paul Meade, vice-presidente da Apple responsável pelo Vision Pro, deixou a companhia para se juntar ao time de hardware da OpenAI. A saída de um executivo de alto escalão sinaliza que a guerra por talentos na área de IA está se intensificando, com a OpenAI atraindo os melhores profissionais do mercado para acelerar o desenvolvimento de novos produtos.
- OpenAI, Anthropic e as gigantes de IA se preparam para avaliar Wall Street — o Mundiario reporta que OpenAI e Anthropic estão se preparando para o que pode ser o maior teste de fogo do setor: a abertura de capital. Com o mercado de IA aquecido e a demanda por modelos de linguagem crescendo, os investidores estão de olho na capacidade dessas empresas de transformar hype em receita.
- ChatGPT perde mercado pela primeira vez, com Gemini e Claude ganhando espaço — o Hardware.com.br revela que, pela primeira vez, o ChatGPT tem menos da metade do mercado de chatbots. Gemini e Claude avançaram com estratégias agressivas de preços e funcionalidades, enquanto o ChatGPT enfrenta concorrência crescente. A disputa é boa para o consumidor, que ganha mais opções e preços mais baixos.
- Apple prepara “o maior salto” do iPhone com IA, mas Europa pode ficar de fora — o Negocios.com reporta que a Apple Intelligence e a Siri AI vão transformar o uso do iPhone, mas o primeiro desdobramento pode excluir o mercado europeu devido às restrições regulatórias locais. Enquanto a Europa impõe barreiras à inovação, os EUA e a Ásia avançam – e o Brasil, mais uma vez, assiste de longe, preso a uma carga tributária que encarece qualquer gadget.
O mercado de IA se consolida como o setor mais dinâmico da tecnologia global. Enquanto as big techs competem por talentos e clientes, o Brasil continua perdendo o bonde – não por falta de capacidade técnica, mas por excesso de burocracia e impostos que afugentam investidores e inovadores.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O mercado de commodities viveu um dia de alta volatilidade, com o petróleo disparando para US$ 120 após tensões no Oriente Médio antes de recuar com declarações de Trump, enquanto o ouro caiu 12% no mês com o Fed mais cauteloso. No campo agrícola, a soja brasileira caminha para safra recorde.
- Petróleo Brent atinge US$ 120 antes de recuar com declaração de Trump sobre fim da guerra — o G1 reporta que o barril disparou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial. O preço caiu após Trump dizer que a guerra no Oriente Médio está “perto do fim”. O Morgan Stanley, citado pela Bloomberg Línea, já reduziu a projeção para o petróleo, alertando para excesso de oferta até 2027 – mas a volatilidade geopolítica pode invalidar qualquer previsão.
- Ouro fecha a US$ 4.038,5 por onça, recuando 12% no mês — a InfoMoney informa que a cotação caiu 0,01% no dia, pressionada pelo mercado de trabalho resiliente nos EUA, que reforça a perspectiva de juros elevados por mais tempo. O metal, que historicamente sobe em momentos de incerteza, está perdendo espaço para o dólar forte. A prata, por outro lado, subiu 2,02%, para US$ 59,81 por onça.
- Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas — o Mato Grosso Mais Notícias revela que o Brasil reforça sua liderança global na produção de soja. O mercado, no entanto, está em compasso de espera pelos relatórios de área plantada e estoques do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que serão divulgados nas próximas horas. A demanda por derivados de soja nos EUA sustenta os preços, segundo o Cepea.
- Goldman Sachs vê commodities como hedge contra choques, com destaque para metais e energia — a InfoMoney reporta que o banco recomenda diversificação em portfólio, citando o conflito no Oriente Médio e a demanda estrutural por eletrificação como pilares. Para o investidor brasileiro, a recomendação faz sentido: com inflação a 472%, proteger o patrimônio em ativos reais é questão de sobrevivência financeira.
As commodities continuam sendo o termômetro mais sensível da economia global. Para o Brasil, produtor de soja, petróleo e minério de ferro, a volatilidade dos preços pode ser tanto uma oportunidade quanto um risco – dependendo da habilidade do governo em não atrapalhar o setor produtivo com intervenções equivocadas.
📌 Escândalos
O período foi marcado por revelações que atingem tanto o governo Lula quanto a oposição, com destaque para o escândalo Master, que já virou arma eleitoral e está respingando em todos os lados. O contribuinte, como sempre, é quem paga a conta e assiste a um teatro onde ninguém parece interessado em realmente investigar.
- Caso Master vira arma eleitoral nos estados – PT e Flávio Bolsonaro disputam protagonismo da CPI — o GLOBO e a CBN reportam que o escândalo, que envolve fundos de previdência estaduais e municipais, ganhou tração nas disputas locais. De um lado, a base do governo tenta associar as fraudes a Bolsonaro; do outro, Flávio Bolsonaro acusa os aliados de Lula de frearem as investigações. Enquanto os políticos brigam, os R$ 500 milhões desviados da saúde fluminense (caso Anáfora, investigado pela PF) continuam sumidos.
- Governo Lula gastou R$ 520 milhões em propaganda antes da eleição – mais que o dobro de Bolsonaro em 2022 — o Jornal de Brasília e a Revista Oeste revelam que o governo petista liberou R$ 178 milhões só em 2026, e o pacote total de R$ 520 milhões supera em muito o gasto do governo anterior. A coincidência com o período eleitoral levanta suspeitas de uso da máquina pública para beneficiar a imagem do presidente – prática que, em qualquer democracia séria, seria alvo de investigação.
- PF alega falta de pessoal
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