
O Brasil segue como o país com o maior juro real do mundo, mesmo após o Copom reduzir a Selic para 14,25% ao ano, e a pressão dos juros americanos derruba a Bolsa e empurra o dólar para cima de R$ 5,10. No Congresso, o governo Lula manobra para enterrar a CPI do Crime Organizado enquanto o setor produtivo reclama que o crédito continua proibitivo. Enquanto isso, a guerra na Ucrânia se intensifica com ataques russos em larga escala e a Europa se prepara para um conflito híbrido, enquanto big techs recuam no conselho da OpenAI sob pressão regulatória.
O período foi marcado por um realinhamento de forças: o Fed mais agressivo esfria o apetite por risco nos emergentes, o governo brasileiro aposta em manobras políticas para sobreviver a escândalos, e o mercado de IA tenta se adaptar ao escrutínio antitruste. O contribuinte brasileiro continua pagando a conta de um Estado ineficiente e de uma política monetária que, mesmo em queda, ainda é a mais punitiva do planeta.
📈 Economia
O Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, mas o Brasil continua liderando o ranking global de juro real. Enquanto isso, o Fed sinalizou que pode subir juros nos EUA, derrubando o Ibovespa e levando o dólar a R$ 5,11. O setor produtivo comemorou o corte, mas alertou que o crédito ainda é caro e trava investimentos e empregos.
- Selic cai para 14,25%, mas Brasil mantém maior juro real do mundo — O Copom reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, mas o comunicado sugere que o ciclo de cortes está perto do fim. A combinação de juro real elevado e inflação projetada baixa (IPCA acumulado de 472% em 12 meses, segundo o BC) continua a conter o PIB e a recuperação do emprego, conforme destacou a InfoMoney.
- Fed mais duro derruba Ibovespa e joga dólar para R$ 5,11 — A sinalização de possível alta adicional de juros nos EUA reduziu o apetite por risco em mercados emergentes. O Ibovespa recuou cerca de 0,70%, fechando em torno de 168.454 pontos, e o dólar comercial subiu 0,41%, superando R$ 5,10, segundo a Bloomberg Línea e o InfoMoney. A Bolsa brasileira sofre com a fuga de capital estrangeiro.
- Setor produtivo reclama: juro de 14,25% ainda é restritivo — CNI, CUT e CBIC pedem mais cortes, mas o mercado lê o comunicado do Copom como indicação de que os próximos cortes serão menores e mais espaçados. O risco fiscal e a percepção de instabilidade política impedem uma flexibilização mais rápida, mantendo o crédito caro para empresas e famílias, conforme a CNN Brasil e a Agência Brasil.
🏛️ Política
O governo Lula usou sua base no Congresso para derrubar o relatório da CPI do Crime Organizado, trocando integrantes da comissão para evitar indiciamentos de ministros. Enquanto isso, o Senado aprovou o acordo de livre comércio com Singapura e a Câmara debate o aumento de recursos para a Polícia Federal.
- Governo Lula manobra e derruba relatório da CPI do Crime Organizado — O senador Sergio Moro denunciou que o Planalto trocou integrantes da CPI para garantir a rejeição do relatório que pedia indiciamentos de investigados. A comissão terminou sem relatório final, uma vitória do governo que, na prática, enterra a investigação. O custo político e fiscal disso? Nenhum indiciamento formal significa que possíveis desvios de verbas federais não serão responsabilizados, deixando o contribuinte sem saber o destino de recursos bilionários.
- Senado aprova acordo Mercosul-Singapura — O tratado de livre comércio foi aprovado e segue para promulgação, abrindo mercado para exportadores brasileiros de bens industriais e agropecuários. É um raro acerto do governo Lula em política externa, que tenta diversificar parceiros na Ásia enquanto o protecionismo global aumenta.
- PF investiga diálogos de Hugo Motta, presidente da Câmara — A Polícia Federal trouxe à tona conversas do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) em apurações sobre repasses e acertos financeiros. A pressão sobre a cúpula do Congresso aumenta em meio a denúncias de uso de empresas e interlocutores políticos em esquemas sob investigação.
₿ Criptomoedas
O mercado de criptomoedas não teve notícias factuais publicadas nas últimas 24 horas em fontes jornalísticas verificadas, de acordo com a busca realizada. As cotações disponíveis em agregadores indicam Ethereum na faixa de US$ 1.746 a US$ 1.781, com capitalização de mercado de cerca de US$ 210 bilhões, e o mercado global de cripto com capitalização de R$ 11 trilhões, queda de 1,59%. A falta de novidades regulatórias ou de grandes movimentos de adoção manteve o setor em compasso de espera, seguindo o humor de aversão a risco global.
- Ethereum (ETH): cotado entre US$ 1.746 e US$ 1.781, com capitalização de mercado de US$ 210-215 bilhões, de acordo com agregadores como Binance e Crypto.com. O mercado cripto global encolheu 1,59% no dia, refletindo a fuga de risco após o Fed mais duro.
- Sentimento do mercado: sem grandes notícias, o setor de criptomoedas opera no piloto automático, pressionado pelo dólar forte e pela perspectiva de juros altos por mais tempo nos EUA. A ausência de movimentos regulatórios ou de adoção institucional nas últimas 24h deixa o mercado à mercê do macro.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
Putin afirma que a Rússia está pronta para a guerra com a Europa e reivindica a captura de Pokrovska, no Donetsk. O avanço russo acelera em ritmo não visto desde 2022, enquanto a Europa teme uma “guerra irregular” em seu próprio território. O maior ataque aéreo russo da guerra atingiu 30 cidades ucranianas.
- Putin: “Se a Europa quiser guerra, estamos prontos” — O presidente russo anunciou a captura de Pokrovska, cidade estratégica em Donetsk, e desafiou a Europa em meio a discussões sobre ampliação do apoio militar à Ucrânia. A fala ocorre enquanto a guerra se aproxima de 4 anos, com a Rússia consolidando a anexação de Donetsk, Zaporíjia e Kherson, conforme relato do g1 e da Folha de S.Paulo.
- Maior ataque aéreo russo: 69 mísseis e 298 drones em 24 horas — A Força Aérea ucraniana reportou o maior bombardeio da guerra, atingindo pelo menos 30 cidades, incluindo Kiev. Pelo menos 12 pessoas morreram, entre elas 3 crianças. A pressão sobre o Ocidente para fornecer mais defesa antiaérea se intensifica, enquanto a Europa debate autorizar a produção de armas dentro da Ucrânia, segundo a CNN Brasil.
- Europa teme guerra híbrida russa — Analistas apontam que a Rússia combina sabotagem, espionagem e ataques cibernéticos em território europeu para pressionar governos que apoiam Kiev. Na linha de frente, a Ucrânia tenta conter o avanço russo atacando a logística inimiga — ferrovias, combustíveis e tropas —, mas o ritmo de avanço russo é o maior desde 2022, conforme a CNN Brasil.
🤖 Mercado de IA
Microsoft e Apple desistiram de ter assentos como observadoras no conselho da OpenAI, sob pressão regulatória nos EUA e na Europa. O ChatGPT atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais, consolidando a liderança, mas a concorrência de Gemini e Claude cresce.
- Microsoft e Apple deixam conselho da OpenAI — A Microsoft, que investiu US$ 13 bilhões na OpenAI, comunicou que deixará sua posição de observadora no conselho, e a Apple também desistiu de ingressar. A medida é resposta ao escrutínio antitruste sobre a influência das big techs na IA, conforme a Bloomberg Línea. O movimento sinaliza que o setor está se preparando para regulações mais duras.
- ChatGPT atinge 1 bilhão de usuários ativos mensais — O marco foi alcançado três anos após o lançamento, segundo a Sensor Tower. A OpenAI pressiona concorrentes como Google (Gemini) e Microsoft (Copilot) a acelerarem seus produtos, mas a pesquisa mostra que o ChatGPT perdeu 7 pontos percentuais de quota de mercado em 12 meses, enquanto o Gemini saltou para 9% e o Claude cresceu 28% em usuários em abril.
- Big techs se preparam para balanços com IA como foco — Alphabet, Microsoft, Amazon, Meta e Apple divulgarão resultados em meio à forte disputa por liderança em IA. Investidores miram o capex em data centers e chips de IA como vetor de valorização, em um mercado que busca sinais concretos de monetização da inteligência artificial generativa, segundo o IT Forum.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O ouro subiu com o acordo de paz preliminar no Oriente Médio, mas o petróleo Brent caiu com a perspectiva de alívio no Estreito de Ormuz. O trigo e a soja sofrem com a oferta global elevada, enquanto o milho se sustenta em vendas americanas.
- Ouro fecha em alta com acordo de paz no Oriente Médio — O contrato futuro de ouro para agosto subiu 1,14%, fechando a US$ 4.532,40 por onça-troy, retomando o patamar de US$ 4.500. O movimento foi impulsionado por relatos de um acordo preliminar de paz entre EUA e Irã, que prevê cessar-fogo de 60 dias e liberação do fluxo no Estreito de Ormuz, segundo o InfoMoney.
- Brent cai 5,24% e fecha a US$ 61,99 com alívio geopolítico — O petróleo Brent fechou em forte queda, influenciado pela perspectiva de paz no Oriente Médio e pela redução do risco de interrupção no fornecimento. A queda de mais de 5% no dia aliviou as pressões inflacionárias globais, mas o mercado segue volátil com as incertezas sobre a demanda global.
- Trigo em baixa com oferta global elevada — Os futuros de trigo em Chicago recuaram, com o contrato março/26 cotado a US$ 5,71/bushel, pressionados pela forte concorrência de exportadores como Argentina e Rússia. A soja manteve viés de baixa em Chicago, mas subiu levemente no Brasil, a R$ 139,04/saca em Paranaguá, impulsionada pela demanda chinesa e pelo biodiesel. O milho, por sua vez, se sustentou com a confirmação de vendas de 1,15 milhão de toneladas pelos EUA, conforme a Agrolink e o Notícias Agrícolas.
📌 Escândalos
A CPI do Crime Organizado terminou sem relatório após manobra do governo Lula, e a PF apura esquemas bilionários de desvio de verbas federais. A CGU registrou 34.733 alertas de possíveis irregularidades em licitações do governo Lula, mas a maioria não virou investigação.
- Governo Lula enterra CPI do Crime Organizado com manobra no Congresso — O senador Sergio Moro denunciou que o Planalto trocou integrantes da CPI para garantir a rejeição do relatório que pedia indiciamentos de ministros. A CPI terminou sem relatório final, uma vitória política do governo que, na prática, impede a responsabilização de investigados por desvios de recursos públicos.
- PF apura esquema milionário com verba do MEC envolvendo ex-nora de Lula — A Polícia Federal investiga fraudes em licitações e pagamento de propina em contratos de prefeituras irrigados por verbas do Ministério da Educação. Entre os alvos estão Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula, e Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís (“Lulinha”). O esquema já rendeu mais de R$ 100 milhões em contratos suspeitos, segundo a revista Veja.
- CGU: 34.733 alertas de irregularidades em licitações na gestão Lula — A Controladoria-Geral da União registrou alertas de indícios de problemas em editais e processos licitatórios federais entre 2023 e fevereiro de 2026. No entanto, apenas 729 resultaram em auditorias e 1.523 em comunicações formais. A CGU afirma que os alertas são preventivos e não significam irregularidade, o que levanta dúvidas sobre a efetividade do controle interno do governo.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida, e os dados mostram que o Brasil ainda patina na prevenção. As notícias do período indicam que, mesmo com o avanço da tecnologia, a alimentação real e o movimento continuam sendo as ferramentas mais poderosas contra doenças crônicas.
O sedentarismo atinge 47% dos brasileiros e 84% dos jovens, segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Enquanto isso, o cigarro causa 8 milhões de mortes por ano no mundo, e o SUS registrou 400,3 mil atendimentos em 2021 por transtornos mentais ligados a drogas e álcool. O custo de uma vida saudável é infinitamente menor que o de tratar doenças evitáveis.
- Sedentarismo explode entre os jovens brasileiros — 84% dos jovens brasileiros são sedentários, o que os coloca em rota direta para doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. A conta chega na forma de planos de saúde mais caros e menor produtividade no trabalho. A solução é simples e gratuita: 30 minutos de caminhada por dia já reduzem o risco de morte prematura em até 30%.
- Dependência química é doença e tem tratamento no SUS — O consumo de álcool e drogas se associa a mais de 200 problemas de saúde, mas o tratamento gratuito está disponível em UBS, CAPS e ambulatórios. A prevenção, no entanto, é a arma mais barata: uma conversa franca sobre os riscos e a busca por atividades prazerosas que não envolvam substâncias já muda o jogo.
- Cigarro: 8 milhões de mortes por ano no mundo — O tabagismo segue como a principal causa de morte evitável globalmente. Parar de fumar é a decisão mais rentável da vida de um fumante: em 1 ano sem cigarro, o risco de infarto cai pela metade. O SUS oferece tratamento gratuito para cessação, mas o primeiro passo é individual e intransferível.
Seu corpo é o único que você tem — invista nele. Qual dessas mudanças você começa hoje?
🔍 O que Observar nas Próximas 12 Horas
Com base nos eventos deste período, estes são os 3 pontos críticos a monitorar:
- Reação do mercado ao Fed e ao Copom — O mercado digerirá a sinalização do Fed de juros mais altos por mais tempo e o comunicado do Copom indicando fim do ciclo de cortes. O dólar pode testar R$ 5,20 e o Ibovespa, novos suportes, pressionando empresas endividadas e o custo de financiamento.
- Desdobramentos da CPI e das investigações da PF — A derrubada do relatório da CPI do Crime Organizado e a revelação de diálogos de Hugo Motta podem gerar novas revelações e pressão sobre o Congresso. O mercado fiscal, sensível a instabilidade política, pode reagir com prêmio de risco maior se novos escândalos vierem à tona.
- Negociações de paz no Oriente Médio e impacto no petróleo — O acordo preliminar entre EUA e Irã, com cessar-fogo de 60 dias no Estreito de Ormuz, pode derrubar ainda mais o Brent se confirmado. Queda do petróleo alivia a inflação global e a conta de combustíveis no Brasil, mas expõe a fragilidade fiscal de estados dependentes de royalties.
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O próximo resumo sai no período da Manhã (às 12h) — volte para conferir.
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