
A Superquarta deixou marcas profundas nos mercados brasileiros: o tom duro do Federal Reserve, com juros americanos mantidos entre 3,50% e 3,75%, jogou o dólar a R$ 5,17 e levou os juros reais brasileiros a recordes históricos, enquanto o Ibovespa fechou em leve queda. O cenário global de aperto monetário, combinado com uma inflação doméstica de 472% em 12 meses e uma Selic nominal de 1.425% ao ano, escancara o abismo entre a retórica desenvolvimentista do governo Lula e a realidade de uma economia superaquecida, com dívida pública em 80% do PIB e arrecadação em nível recorde.
Enquanto isso, no front geopolítico, o acordo frágil entre EUA e Irã derrubou o petróleo Brent para abaixo dos US$ 80, aliviando pontualmente as pressões, mas sem resolver os gargalos estruturais do Brasil. Na política, o escândalo do Banco Master explodiu com a operação da PF mirando Jaques Wagner, líder do governo no Senado, enquanto o Congresso engaveta vetos de Lula e o presidente ameaça retaliar os EUA em mais um devaneio protecionista.
📈 Economia
A economia brasileira vive um paradoxo grotesco: crescimento acima do potencial, inflação de 472% em 12 meses e uma Selic meta de 1.425% ao ano — números que, em qualquer país sério, significariam recessão ou intervenção, mas aqui são tratados como “normais” por um governo que insiste em estimular a demanda via gastos públicos. O Fed manteve os juros nos EUA na faixa de 3,50% a 3,75%, com a criação de 172 mil vagas em maio e desemprego em 4,3%, fortalecendo o dólar e tornando os títulos americanos mais atraentes — o que drena recursos do Brasil e dificulta qualquer queda da Selic, segundo o G1.
- Fed mantém juros e aperta o cerco sobre emergentes — Na primeira reunião de Kevin Warsh, indicado de Trump, o BC americano manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%, com inflação acumulada de 4,2% e núcleos acima da meta. Como bem apontou o Estadão, juros altos nos EUA fortalecem o dólar e reduzem o fluxo de capital para países como o Brasil, tornando a vida do Copom ainda mais miserável.
- Ibovespa cai, dólar a R$ 5,17 e juros reais em recorde — O Ibovespa fechou em queda de 0,10%, aos 168.277 pontos, com o dólar subindo mais de 1% e os juros futuros batendo novos recordes, segundo a BPMoney e a InfoMoney. O tom mais duro do Fed pressionou emergentes, enquanto o mercado doméstico repercutiu a decisão do Copom em meio a uma agenda local vazia.
- IBC-Br avança 0,51% em abril, mas desaceleração é o cenário — A “prévia do PIB” do Banco Central cresceu 0,51% no mês ante março, segundo o Valor Econômico, mas analistas veem o dado como insuficiente para mudar a trajetória de desaceleração gradual. Ou seja: o governo gasta, a inflação corrói, e o crescimento real murcha.
- Fitch mantém rating ‘BB’ do Brasil, ao lado de Jamaica e Geórgia — A agência de classificação de risco não viu melhora e manteve a nota, citando economia grande e diversificada, mas sem esconder que o país está na mesma prateleira de nações com problemas fiscais crônicos. Conforme a InfoMoney, o câmbio flexível e as finanças “sólidas” não escondem a dívida de 80% do PIB.
- Arrecadação recorde em 2026: 23,6% do PIB — O governo estima que a arrecadação atinja o maior nível desde 2010, segundo o G1, resultado de anos de aumento de impostos. A notícia é um tapa na cara do contribuinte: o Estado nunca arrecadou tanto, e os serviços públicos continuam pífios.
🏛️ Política
O Planalto tenta surfar a onda eleitoral com retórica antimercado, mas os dados mostram um governo que gasta, tributa e se enrola em escândalos. Enquanto Lula ameaça retaliar os EUA com a Lei da Reciprocidade Econômica, o Congresso reage com cautela e cancela sessões de votação — um sinal de que a base aliada está longe de ser sólida.
- Jaques Wagner vira alvo da PF no escândalo do Banco Master — O líder do governo no Senado é investigado por suposto recebimento de R$ 8 milhões para atuar em favor do banco, segundo a BBC News Brasil. O PT tenta descolar o escândalo do governo Lula, associando-o ao período Bolsonaro, mas a operação da PF não poupou o aliado histórico.
- Lula ameaça retaliar os EUA e Congresso pede cautela — O presidente sugere usar a Lei da Reciprocidade Econômica contra tarifas americanas, mas o Congresso, conforme a Gazeta do Povo, reagiu com ceticismo. Em um momento em que o Brasil precisa de investimentos externos, ameaçar o maior parceiro comercial é tiro no pé — mas isso nunca impediu o discurso de palanque.
- Alcolumbre cancela sessão do Congresso sobre vetos de Lula — O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), deu uma bronca e suspendeu a análise de vetos presidenciais e projetos de crédito orçamentário, segundo o UOL. Mais um capítulo da novela da falta de articulação do governo no Legislativo.
- Governo Lula avalia entrada da Petrobras em minerais críticos — Segundo o Brasil 247, o governo estuda ampliar a atuação da estatal para terras raras, sob o pretexto de “soberania nacional”. Na prática, é mais um movimento intervencionista que afasta investidores privados e engessa o mercado — exatamente o que o Brasil não precisa.
- Passado em disputa no Piauí: escândalos antigos não param de render — Cassações históricas e operações milionárias perdem força nas urnas? A reportagem do ND+ mostra que o pragmatismo do eleitor e a força de heranças familiares muitas vezes superam a memória de corruptos — um recado amargo para quem ainda acredita em punição exemplar.
₿ Criptomoedas
O mercado de criptomoedas sentiu o peso do discurso duro de Warsh e das decisões de juros globais, com o Bitcoin recuando para a casa dos US$ 63 mil. O movimento reflete a fuga de ativos de risco em um cenário de juros elevados por mais tempo nos EUA.
- Bitcoin cai 1,5% após Warsh sinalizar juros altos — O BTC é negociado a cerca de US$ 63 mil, segundo a Money Times, pressionado pela perspectiva de que o Fed manterá a política monetária apertada. A aversão ao risco domina o curto prazo, com investidores migrando para títulos americanos.
- Bitcoin e criptomoedas avançam após Japão elevar juros para 1% — O Banco do Japão aumentou sua taxa básica para o maior nível em 31 anos, em resposta a pressões inflacionárias dos conflitos no Oriente Médio, segundo o InvestNews. Paradoxalmente, a alta de juros no Japão trouxe algum alívio especulativo para o Bitcoin, que chegou a US$ 66 mil antes de recuar.
- Exchanges de criptomoedas exibem ganhos de volume sem recuperação real — Os volumes à vista aumentaram apenas 0,1% em maio, conforme a Cointribune, sugerindo que o mercado cripto ainda patina sem um catalisador sólido para uma alta sustentada.
- Mercado brasileiro de cripto: ETFs e BDRs na B3 — A B3 lista ETFs como HASH11, BITH11 e ETHE11, além de BDRs de empresas do setor, segundo o Trader Brasil. Para o investidor brasileiro, a exposição a cripto ainda é limitada e cheia de custos regulatórios.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
A geopolítica global continua a ditar o humor dos mercados, com três frontes abertas: a guerra na Ucrânia entra no quinto ano com ataques recíprocos, o acordo frágil entre EUA e Irã derruba o petróleo, e a tensão entre China e Taiwan se intensifica com mais de 100 navios chineses cercando a ilha. Para o Brasil, cada um desses vetores representa riscos e oportunidades — mas o governo Lula parece mais preocupado em alinhar-se a ditaduras do que em proteger os interesses nacionais.
- Ucrânia ataca Moscou com quase 200 drones — O maior ataque ucraniano contra a capital russa desde o início da guerra atingiu uma refinaria e um shopping center, segundo a BBC News Brasil. A Rússia respondeu ameaçando ataques em larga escala, enquanto o inverno e a falta de energia castigam os ucranianos — um conflito que já virou guerra de desgaste.
- Irã suspende ataques contra Israel, mas trégua é frágil — O acordo provisório mediado pelo Paquistão põe fim aos combates em todos os frontes, incluindo o Líbano, conforme o G1. No entanto, o Irã já havia lançado mísseis contra Israel desde o cessar-fogo de abril, e a desconfiança é mútua — o petróleo reagiu com queda, mas o alívio pode ser temporário.
- China cerca Taiwan com mais de 100 navios de guerra — Taiwan entrou em alerta após avistar embarcações chinesas perto de bases militares, segundo o G1. O movimento ocorre após a cúpula entre Trump e Xi Jinping, na qual o presidente chinês alertou que a “independência de Taiwan e a paz no Estreito são incompatíveis”. Taiwan quer comprar US$ 14 bilhões em armas dos EUA, mas a pressão chinesa não diminui.
- Corte de Comércio dos EUA se pronuncia contra tarifas globais de Trump — A corte bloqueou as tarifas apenas para pequenas empresas e o estado de Washington, mas as taxas seguem em vigor para a maioria dos importadores, segundo o G1. Com a trégua no Oriente Médio, Trump retoma o foco em tarifas, ameaçando taxar vinhos franceses em 100% e mirando Japão, China e Índia.
- UE avalia criar barreiras à importação da China inspiradas em Trump — Alemanha e França lideram o bloco para acelerar tarifas e cotas, segundo a VEJA, justificando a medida para conter o excedente de produtos chineses. O protecionismo global se espalha, e o Brasil — que se vende como “parceiro confiável” — pode acabar colhendo os frutos amargos da sua falta de competitividade.
🤖 Mercado de IA
Enquanto o Brasil afunda em burocracia e juros estratosféricos, o mercado global de inteligência artificial vive uma revolução silenciosa, com OpenAI, Google e Anthropic disputando a coroa de um setor que já vale bilhões. O G7, pela primeira vez, colocou CEOs de IA à mesa com líderes mundiais — um sinal claro de que o poder está migrando do Estado para a inovação privada.
- OpenAI investe US$ 4 bilhões em nova unidade de IA corporativa — A empresa de Sam Altman comprou a consultoria Tomoro para impulsionar a adoção de IA em empresas, segundo o Valor Econômico. Enquanto isso, no Brasil, o governo Lula prefere gastar R$ 11 bilhões em programas contra o crime organizado que ainda patinam.
- ChatGPT perde domínio absoluto: Gemini e Claude avançam — Pela primeira vez, a participação do ChatGPT no mercado de chatbots caiu abaixo de 50%, com Google Gemini e Claude consolidando seu avanço, segundo o Impactotic. A guerra de chatbots está mudando de patamar, e o consumidor é quem ganha com mais concorrência.
- Líderes mundiais recebem OpenAI, Anthropic e Google no G7 — Sam Altman, Dario Amodei e Demis Hassabis participaram de encontro sobre infraestrutura e governança da IA em meio à cúpula do G7, conforme a Times Brasil. É a prova de que o setor privado está à frente dos governos na definição do futuro tecnológico.
- Um prompt do ChatGPT quase estraga um negócio de US$ 50 milhões em NY — A venda de uma cobertura em Nova York quase fracassou porque o comprador consultou a IA e ouviu que o preço era alto demais, segundo a InfoMoney. O caso mostra como a IA já interfere em decisões do mundo real — e como o mercado imobiliário americano é mais eficiente que o brasileiro.
- Gemini é usado até 10 vezes mais que o ChatGPT em celulares — O motivo tem pouco a ver com inteligência ou desempenho, mas com a integração forçada do Google nos dispositivos Android, segundo o Gizmodo. Uma lição de que, em tecnologia, distribuição vence tecnologia pura — algo que o governo brasileiro parece não entender.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O petróleo despencou para abaixo dos US$ 80 com o acordo temporário entre EUA e Irã, mas a reabertura do Estreito de Ormuz não elimina os riscos geopolíticos de longo prazo. Enquanto isso, o ouro recuou com o dólar forte, e os grãos caíram em Chicago com ajustes de posições antes do fim de semana prolongado nos EUA.
- Petróleo Brent cai para US$ 81 com acordo EUA-Irã — O barril despencou para o menor valor em três meses, segundo a Band, com a reabertura de rotas no Oriente Médio. O mercado respira aliviado, mas a trégua é frágil — e o Brasil, como exportador, perde receita no curto prazo.
- Ouro fecha em queda a US$ 4.114 por onça — O metal precioso caiu 0,47%, pressionado pelo avanço do dólar e pelo tom duro do Fed, conforme o Valor Econômico. A prata, por sua vez, perdeu 7,13%, a US$ 65,72 por onça, segundo a Investing.com — um recuo forte que reflete a fuga de ativos de refúgio.
- Soja recua em Chicago após atingir máxima de duas semanas — O trigo e o milho também caíram, com operadores ajustando posições antes do feriado de três dias nos EUA, segundo a Reuters. Para o agronegócio brasileiro, a queda nos grãos soma-se aos gargalos logísticos apontados pelo USDA, que cita rodovias, ferrovias e portos como entraves à competitividade.
- Açúcar despenca 30% e café arábica atinge menor nível em 19 meses — O Cepea mostra que açúcar, café arábica e milho caíram no último mês, enquanto trigo, feijão e robusta valorizaram, segundo o Broto Notícias. A volatilidade é a marca registrada das commodities agrícolas, e o Brasil, dependente de exportações, fica exposto.
- Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre, queda de 7,2% — A estatal viu seu lucro cair em relação ao ano anterior, mas mais que dobrou ante o último trimestre de 2025, segundo a CBN. Apesar do resultado, a empresa segue sendo usada como instrumento político de intervenção nos preços dos combustíveis.
📌 Escândalos
O escândalo do Banco Master dominou o noticiário político, com a operação da PF atingindo Jaques Wagner e reacendendo a disputa entre PT e PL pelo controle da narrativa. Enquanto isso, o TCU aponta que o governo Lula sancionou dez medidas fiscais irregulares, e o Rio de Janeiro suspende repasses de R$ 52 milhões por suspeita de desvio — o Brasil continua sendo o país onde a corrupção é o esporte nacional, mas ninguém vai para a cadeia.
- PF aponta Jaques Wagner como beneficiário de R$ 8 milhões no caso Banco Master — O senador e líder do governo é investigado por suposto recebimento de vantagens para atuar em favor do banco, segundo a Investing.com. O PT tenta associar o escândalo ao governo Bolsonaro, mas a operação da PF não escolhe lado — e o “BolsoMaster” vira “PTMaster” nas acusações recíprocas, conforme a VEJA.
- Líderes do PT defendem investigação, mas tentam blindar Wagner — O vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia, afirmou que o escândalo pertence ao período Bolsonaro, segundo o Brasil 247. Enquanto isso, Zema disparou: “É a voz de Lula no Senado”, em referência ao alvo da PF, e a CPI do Master se arrasta no Congresso.
- Governo Lula sancionou dez medidas fiscais irregulares em 2025, aponta TCU — O Executivo critica “pautas-bomba” no Congresso, mas validou desonerações com irregularidades, segundo o Estadão. Mais um exemplo de que a responsabilidade fiscal é um conceito elástico quando o governo quer agradar aliados.
- Governo do RJ suspende pagamentos de R$ 52 milhões por suspeita de desvio — O contrato previa a criação de postos de atendimento ao consumidor, mas auditorias apontaram indícios de irregularidades, segundo a Rádio 93FM. O Ministério Público investiga — e o contribuinte paga a conta.
- Dirceu vira sócio de escritório que o defendeu no mensalão — O ex-ministro petista agora atuará na área de gestão de crises da banca que o representou, segundo a Revista Oeste. A ironia: o homem que deveria estar na cadeia vira consultor de reputação alheia.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida — e os dados mostram que, enquanto o governo brasileiro gasta bilhões em tratamentos caros, a prevenção continua sendo a ferramenta mais subestimada no país. Um estudo brasileiro detalhou como o organismo se adapta a dietas com muita proteína e nenhum carboidrato, enquanto as canetas emagrecedoras avançam e reacendem o debate sobre saúde e exercício físico.
- Canetas emagrecedoras avançam no Brasil e reacendem debate sobre saúde — A alta demanda por medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro
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