
O Brasil amanheceu sob o peso de uma realidade econômica que beira o surreal: juros de 1.425% ao ano e inflação acumulada de 472% em 12 meses, segundo o Banco Central. Enquanto o governo Lula tenta maquiar o desastre fiscal com gastança e recordes de arrecadação que já somam R$ 2 trilhões em impostos antes de julho, o cidadão sente no bolso o preço de uma política econômica que trocou o equilíbrio por bondades eleitorais. No cenário global, a guerra comercial de Trump contra China e Europa se intensifica, enquanto o Oriente Médio respira alívio com a queda do petróleo, e a inteligência artificial vive um “inverno” de desconfiança com números que não fecham.
Esta manhã foi marcada por três tensões principais: o expansionismo fiscal brasileiro que trava o controle da inflação, a dança das cadeiras no Senado com a saída de Jaques Wagner em meio a escândalos, e a liquidação de US$ 1 bilhão em criptomoedas enquanto o Bitcoin recua para US$ 61 mil. A bolsa tenta se equilibrar entre a rotação global para ações de valor e o peso das commodities em queda. O resumo de hoje é um mergulho sem filtros nesse caos orquestrado — ou desorquestrado — que define o Brasil e o mundo.
📈 Economia
O Brasil vive uma esquizofrenia macroeconômica: a Selic a 1.425% ao ano e o IPCA de 472% não são erros de digitação, são fatos oficiais do Banco Central de 2026. Enquanto isso, a máquina pública arrecadou R$ 2 trilhões em impostos antes de julho — um recorde que não é motivo de orgulho, mas de vergonha. O governo gasta como se não houvesse amanhã, e a dívida pública já chega a 78,7% do PIB, segundo o G1. O mercado sabe que juros altos são remédio amargo para veneno fiscal, mas o paciente insiste em tomar açúcar.
- Expansionismo fiscal como motor da inflação — Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR, disse à CNN Brasil que a política fiscal do governo é o maior obstáculo ao controle inflacionário. Ele chamou a ata do Copom de “confusa”, mas o diagnóstico é cristalino: gastar sem limite empurra os preços para cima, e o BC precisa usar a Selic como martelo para conter o estrago. O governo chora juros altos, mas é o próprio autor da obra.
- Arrecadação recorde de R$ 2 trilhões — e você não viu melhoria — Segundo o Portal R10, o Brasil atingiu a marca inédita de R$ 2 trilhões em impostos antes de julho. É dinheiro suficiente para pagar a dívida em médio prazo, mas o que se vê é o aumento de gastos, não de eficiência. O especialista Murilo Viana, em entrevista à CNN, classificou a composição da despesa pública como “ruim” e a situação fiscal como “insustentável”. Palavras duras para um governo que prometeu responsabilidade.
- Produtividade no nível de 1958: o atestado de decadência — A Gazeta do Povo revela que a produtividade do Brasil encolheu 18,5% desde 1980. Não é falta de potencial: é sobra de Estado. Burocracia, carga tributária e incerteza regulatória matam o empreendedorismo. Quando o governo gasta mal e tributa demais, o resultado é o atraso. O país voltou ao patamar de 1958 — ano em que se inaugurava Brasília. Hoje, a promessa de modernidade virou estagnação.
- Ibovespa tenta reagir, mas Vale e Petrobras limitam ganhos — O Ibovespa opera com altas pontuais, impulsionado pela rotação para ações de valor, conforme noticiou o Valor Econômico. O volume financeiro projetado era de R$ 14 bilhões. O mercado reduz exposição a techs e migra para defensivos, mas o peso das commodities em queda e a perspectiva de juros altos nos EUA pressionam o índice. O dólar oscila entre R$ 5,20 e R$ 5,21, segundo o Estadão e a InfoMoney.
🏛️ Política
O Palácio do Planalto vive um dia de crise anunciada. Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado após reunião com Lula, em meio a investigações da Polícia Federal sobre o suposto “esquema Master” e a “República da Bahia”. A oposição aciona TCU e PGR contra gastos de publicidade do governo, enquanto a pré-campanha presidencial de 2026 já começa a ser desenhada. O que se vê é um governo que tenta blindar Lula enquanto apaga incêndios éticos.
- Jaques Wagner deixa liderança em meio a escândalos — O senador petista anunciou a saída após reunião no Alvorada com Lula, segundo o Senado Notícias. A decisão ocorre dias depois de buscas da PF em 18 de junho, que investigam ligações de Rui Costa com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, além de desvios na privatização da Ebal e compra de respiradores. A saída não apaga o cheiro de queimado no ar.
- “República da Bahia” sob investigação — O Estadão noticia que a PF apura denúncias de corrupção envolvendo aliados de Lula na Bahia. Além de Wagner, Rui Costa aparece como personagem central. O governo tenta blindar o presidente, mas o caso Vorcaro e a “facilidade de ser corrompido” na política brasileira, como aponta o JC/UOL, mostram que a corrupção é estrutural e bipartidária.
- Oposição aciona TCU contra gastos de publicidade de Lula — A Revista Oeste informa que Rogério Marinho (PL) protocolou representações contra supostos excessos de R$ 167 milhões na Secom no primeiro semestre de 2026. Em um país com inflação de 472%, gastar rios de dinheiro em autopromoção é um insulto ao contribuinte que mal consegue pagar o arroz.
- Sucessão de Lula e a corrida presidencial — Haddad defende que o PT consulte a militância para a sucessão, conforme a BBC. Enquanto isso, opositores como Flávio Bolsonaro já surfam no desgaste do governo. Uma nova pesquisa AtlasIntel promete medir os efeitos do “caso Jaques Wagner” na corrida eleitoral. O que está em jogo não é apenas um cargo, mas o futuro fiscal do país.
₿ Criptomoedas
O mercado cripto acordou sangrando. O Bitcoin caiu para a faixa dos US$ 61 mil, com uma liquidação de US$ 1 bilhão em posições alavancadas, segundo o Money Times. Ethereum e outras altcoins acompanham o movimento, pressionadas por apostas de alta de juros nos EUA e pela aversão ao risco gerada pelo conflito no Oriente Médio. O “inverno cripto” parece longe de acabar.
- Bitcoin (BTC) cai para US$ 61 mil com flash crash — O BTC perdeu o suporte dos US$ 62 mil e chegou a ser negociado abaixo dos US$ 60 mil antes de se recuperar parcialmente, conforme o Portal do Bitcoin. O mercado de futuros liquidou US$ 1 bilhão em posições, um dos maiores eventos do tipo no ano. A correção reflete o medo de que os juros americanos subam ainda mais, tornando ativos de risco menos atraentes.
- Ethereum e altcoins lideram perdas — O ETH caiu 5,10%, a US$ 1.653,67, segundo a Coinbase. A venda em pânico atingiu todo o setor, com investidores institucionais reduzindo exposição. A CNN Brasil aponta que regulação e macroeconomia são os principais riscos apontados por grandes investidores em evento em Nova York. A mensagem é clara: enquanto houver incerteza, o dinheiro foge para o dólar.
- Inverno cripto: o que esperar? — O sentimento do mercado é de cautela extrema. Com o BTC acumulando quedas em junho e a geopolítica tensa, o curto prazo não reserva alívio. A regulação nos EUA e as tarifas de Trump sobre a China criam um ambiente hostil para criptomoedas. O investidor que não se preparou para volatilidade pode ter perdido uma fortuna em horas.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
O cenário global é um mosaico de tensões que se sobrepõem. A Rússia acusa os EUA de abandonar a imparcialidade na guerra da Ucrânia, enquanto a Ucrânia intensifica ataques a Moscou. No Oriente Médio, Israel rompe a trégua com o Hezbollah, e o Irã anuncia suspensão de ataques contra Israel, mas o petróleo cai com sinais de normalização no Estreito de Ormuz. A China, por sua vez, envia seu porta-aviões mais poderoso para perto de Taiwan, elevando a pressão militar na região.
- Ucrânia ataca Moscou com drones; guerra se intensifica — A BBC News Brasil noticia que quase 200 drones ucranianos atingiram a região sudeste da capital russa, causando incêndio em uma refinaria e um shopping. A Rússia, por sua vez, mata funcionários de ONG norueguesa em Kherson. O saldo de mortos não para de subir, e a mediação de Trump, que afirma ter “boas conversas” com ambos os lados, parece cada vez mais ineficaz.
- Israel rompe trégua com Hezbollah; Líbano é atacado — Pelo segundo dia consecutivo, Israel bombardeou alvos no sul do Líbano, matando duas pessoas, conforme o El Tiempo. A trégua, que teoricamente está em vigor desde a última sexta-feira, é violada de forma explícita. O ministro da Defesa de Israel afirmou que não retirará tropas, “mesmo que os EUA exijam”. A VEJA destaca a escalada, enquanto o Irã anuncia suspensão de ataques contra Israel, mas o cenário permanece volátil.
- China envia porta-aviões Fujian para perto de Taiwan — O G1 e a Gazeta do Povo reportam que a China atravessou o Estreito de Taiwan com seu porta-aviões mais poderoso, o Fujian. Taiwan denuncia a pressão militar crescente, enquanto Japão e Filipinas se envolvem na tensão. O risco de um conflito no Indo-Pacífico é real e pode desorganizar cadeias globais de suprimento, afetando diretamente o Brasil que exporta commodities para a China.
- Guerra comercial: tarifas de Trump e efeitos nos BRICS — A Corte de Comércio dos EUA se pronunciou contra as tarifas globais de Trump, mas elas seguem em vigor. O “xadrez do petróleo” que Trump joga contra a China, usando o Estreito de Ormuz e a Venezuela como peças, pressiona Pequim, mas também gera riscos globais. China e Índia se reaproximam para fortalecer os BRICS, enquanto o Brasil fica no meio do fogo cruzado, entre as tarifas e a dependência chinesa.
🤖 Mercado de IA
O mercado de inteligência artificial vive um momento de verdade. A OpenAI, que já foi a dona do jogo, vê sua participação de mercado cair de 87% para 46% em 2026, segundo o Donweb. Os números do IPO da empresa mostram uma conta que não fecha: US$ 34 bilhões em custos contra US$ 13 bilhões em receita, de acordo com documentos auditados. A bolha da IA começa a chiar. Enquanto isso, Google e Anthropic avançam, e a China entra na briga com seu modelo DeepSeek.
- OpenAI revela chip Jalapeño e luta para cortar custos — O Tecnoblog e o ENTER.CO noticiam que a OpenAI, em parceria com a Broadcom, desenvolveu seu primeiro chip de inferência de IA, o Jalapeño. O objetivo é reduzir a dependência da Nvidia e acelerar o processamento do ChatGPT. Mas a conta financeira é brutal: a empresa queima US$ 34 bi contra receita de US$ 13 bi. O IPO vai expor a fragilidade do modelo de negócios.
- Google supera OpenAI na preferência do marketing — Segundo o IT Forum, o Google agora lidera a preferência de marketing com seu modelo Gemini. O ChatGPT, pela primeira vez, tem menos da metade do mercado de chatbots, de acordo com o Hardware.com.br. A guerra entre ChatGPT, Gemini e Claude se intensifica, e quem ganha é o consumidor, que tem mais opções, mas perde a clareza sobre qual tecnologia de fato funciona.
- Microsoft pode trocar Claude e ChatGPT por modelo chinês — A Exame informa que a Microsoft avalia o DeepSeek, um modelo chinês de código aberto, para o Copilot. A China usa o jogo do código aberto para dominar o mercado global de modelos de IA, enquanto o Brasil, por burocracia e regras de direitos autorais, corre o risco de ficar para trás — como alerta o especialista Felipe Matos em artigo na Exame. Mais uma vez, o Estado brasileiro trava a inovação.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O petróleo despencou com sinais de normalização no Estreito de Ormuz, caindo 4% e fechando no menor patamar desde antes da guerra no Irã, segundo a InfoMoney. O ouro e a prata também derretem, pressionados pelo dólar forte e juros altos nos EUA. Já os grãos têm performance mista: soja ganha força no Brasil, enquanto o milho enfrenta pressão com safra recorde.
- Petróleo Brent cai 4% com normalização marítima — O preço do barril de petróleo chegou a US$ 120, mas recuou após declarações de Trump de que a guerra no Oriente Médio “está perto do fim”. A plataforma Kpler reportou 17 travessias de navios no Estreito de Ormuz, contra 25 na véspera, mas o movimento de alívio predomina. O G1 e o BOL noticiam que o petróleo se aproxima dos níveis de antes da guerra, mas o risco de crise energética global ainda não acabou.
- Ouro e prata em queda livre — O ouro caiu para US$ 4.149,4 por onça, com o dólar forte e apostas de juros mais altos nos EUA. A prata despencou mais de 5%, chegando a US$ 56,86 por onça, segundo o Investing.com. O metal precioso, que era visto como porto seguro, perdeu atratividade com o DXY no maior nível em mais de um ano. A correção nas ações de tecnologia também pesa. Quem comprou ouro na alta de US$ 5.000 está vendo o patrimônio derreter.
- Soja ganha força, milho pressionado por safra recorde — A soja fechou em queda em Chicago, a US$ 11,35 o bushel, mas o farelo de soja dá suporte aos preços, conforme a CNN Brasil. Já o milho atingiu nova mínima a US$ 4,0575 o bushel, pressionado pela safra recorde e pela concorrência internacional. A Reuters e o Agrolink indicam que o dólar alto sustenta os preços no mercado interno, mas o cenário global é de baixa. O Brasil exporta 73,9 milhões de toneladas de soja em 2026, segundo o Notícia Marajó, mas o preço não anima.
📌 Escândalos
A manhã foi um festival de denúncias e afastamentos. O “caso Jaques Wagner” domina as manchetes, mas não é o único escândalo em pauta. A Polícia Federal investiga desvios de emendas e lavagem de dinheiro ligado ao PCC, enquanto a oposição aciona o TCU contra gastos de publicidade do governo Lula. O sistema político parece girar em torno de acordos e blindagens, enquanto o contribuinte paga a conta.
- Jaques Wagner: de líder do governo a alvo de investigação — A saída de Wagner, após reunião com Lula, foi noticiada por VEJA e UOL. O senador é investigado no caso Master e nas denúncias da “República da Bahia”. A PF realizou buscas em 18 de junho, e a blindagem de Lula parece ser a prioridade. Como diz o Estadão, “o verdadeiro teste de independência ocorre quando investigações atingem aliados do governo”.
- Deputado do PL é alvo da PF por desvio de emendas — A CNN Brasil informa que Josimar Maranhãozinho (PL) foi alvo da PF por suspeita de desvio de emendas. Ele já havia sido condenado pelo STF em março de 2026 pelo mesmo crime. A corrupção não tem partido, mas o governo Lula insiste em moralizar apenas a oposição.
- Operações anticorrupção e o risco eleitoral — O Estadão destaca que operações da PF ampliam a incerteza eleitoral. Enquanto o governo tenta aprovar um pacote de R$ 11 bilhões contra o crime organizado, as próprias investigações expõem o PT e o PL. A Oeste noticia que o vereador do PT foi preso por lavagem de dinheiro do PCC. A situação é grave e expõe a falência do sistema político.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida — e, num Brasil com inflação de 472%, é também uma forma de resistência contra o desgaste imposto pela crise. Um estudo da USP revela que a atividade física é uma ferramenta poderosa no tratamento de câncer, enquanto a corrida e a musculação melhoram a saúde mental e a longevidade. A ciência confirma o que o bom senso já sabia: prevenir é mais barato e eficaz do que remediar.
- Atividade física reduz risco de tumores e melhora sobrevida — O Metrópoles noticia que estudos recentes mostram que se exercitar regularmente reduz o risco de câncer e melhora a sobrevida de pacientes oncológicos. O professor Bruno Gualano, da USP, defende que o movimento é parte essencial do tratamento. Não é preciso ser atleta: 30 minutos de caminhada por dia já fazem diferença. Em um país onde o plano de saúde pesa no bolso, esse é um conselho que economiza dinheiro e vida.
- Corrida melhora saúde mental e vínculo social — Segundo o UOL, a corrida vai além do ganho físico: ela ativa endorfinas, melhora o humor e fortalece conexões sociais. Correr ao ar livre é gratuito e acessível. Enquanto o governo gasta bilhões em publicidade para se promover, você pode gastar zero e ganhar saúde. Que tal calçar um tênis hoje?
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