
A economia brasileira desafiou o manual clássico nesta semana: com a Selic fixada em 14,25% ao ano segundo o Banco Central, o PIB teima em crescer perto de 2%, enquanto a inflação se recusa a ceder. O país vive um paradoxo keynesiano digno de estudo – estímulos fiscais e eleitorais do governo Lula estão anulando o efeito contracionista dos juros, criando um cenário onde o remédio amargo não faz efeito porque o paciente segue se entupindo de açúcar.
Enquanto isso, no front global, o petróleo disparou para US$ 120 o barril com o bloqueio do Estreito de Ormuz, antes de recuar após declarações de Trump, e a guerra na Ucrânia atingiu a marca de 2 milhões de baixas. No Brasil, a dívida pública saltou para 81,1% do PIB, e as investigações da PF sugerem que o “orçamento secreto” pode ter sobrevivido à troca de governo. O período das 12h às 00h foi marcado por um Ibovespa em leve alta, fechando aos 172.787 pontos com o dólar em R$ 5,208, mas os fundamentos seguem frágeis como papel molhado.
📈 Economia
O Banco Central joga sozinho contra a maré. Com a Selic em 14,25%, o PIB brasileiro segue resiliente, a inflação corre solta e o governo injeta crédito a rodo, provando que é mais fácil subir juros do que ter responsabilidade fiscal. Os números do período são um retrato da incontinência dos gastos públicos.
- Selic de 14,25% não freia o PIB, mas inflação segue em alta — De acordo com a Forbes Brasil, economistas apontam mudanças estruturais que explicam o fenômeno. O Jornal da USP complementa: a alta dos alimentos e da energia, somada ao aumento da demanda, mantém a inflação teimosa. Tradução: o governo joga gasolina na fogueira enquanto o Copom tenta apagar o incêndio com juros.
- Dívida pública explode para 81,1% do PIB, maior nível em cinco anos — Conforme o Estadão e o Jornal do Comércio, o endividamento cresceu 9,4 pontos percentuais em apenas três anos e meio, sem gerar avanços em infraestrutura ou produtividade. O déficit primário de maio foi de R$ 56,1 bilhões, acima do esperado. É o preço da generosidade fiscal em ano eleitoral.
- Governo oferece crédito fácil em ano eleitoral, contrariando o Copom — O Estadão revela que a Presidência da República tem oferecido facilidades de crédito aos consumidores, numa estratégia eleitoral que diverge da política monetária. O Bradesco elevou a previsão do PIB para 2026, citando “fortes estímulos que se contrapõem à política monetária”. Ou seja: o governo atropela o BC e ainda culpa os juros.
- Ibovespa fecha em alta aos 172.787 pontos, dólar recua a R$ 5,208 — Conforme o BPMoney, a bolsa subiu 0,64% com telecomunicações e energia em alta. O dólar caiu levemente, mas o mercado ainda reflete cautela com as eleições e as incertezas externas, de acordo com a CNN Brasil.
O leitor precisa entender: a conta dessa festa fiscal chegará na forma de inflação mais alta e juros ainda mais estratosféricos. O contribuinte paga o pato duas vezes – como consumidor e como devedor de uma dívida pública que já soma R$ 10,6 trilhões.
🏛️ Política
O governo Lula acelerou o passo em direção ao confronto com o Congresso e, de quebra, oficializou uma guinada ambiental que a ala petista mais radical tenta ignorar. Enquanto isso, a crise no bolsonarismo rende frutos políticos para o Planalto.
- Lula propõe que população escolha destino de emendas, gerando atrito com o Congresso — Segundo o Estadão, a proposta autoriza o Executivo a cancelar recursos de emendas parlamentares para que a população decida o destino do dinheiro a partir de 2027. Na prática, é uma tentativa de tirar o poder de barganha do Centrão, mas o tiro pode sair pela culatra: o Congresso não vai abrir mão do orçamento tão fácil.
- Governo Lula cria plano com 7x mais verba para petróleo, ignorando Marina Silva — A Folha de S.Paulo revela que, às vésperas da COP30, o governo concedeu licença ambiental para a Petrobras perfurar o bloco 59 da Bacia da Foz do Amazonas, contrariando a então ministra Marina Silva. A hipocrisia climática do PT nunca foi tão explícita: discurso de um lado, dinheiro do petróleo do outro.
- PF investiga aliado de Cláudio Castro por desvio de R$ 500 milhões da saúde no RJ — Conforme a Gazeta do Povo, a Operação Anáfora apura o desvio de recursos da saúde fluminense. Ao mesmo tempo, a terceira fase da operação Rent a Car, segundo o Brasil 247, mira pessoas ligadas ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, por desvio de cotas parlamentares. Corrupção não tem partido, mas o PT adora fingir que só existe nos outros.
- Especialista diz que Lula pode “jogar parado” com crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro — De acordo com a BBC, o cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira avalia que o caso prejudica o bolsonarismo e tira a atenção do noticiário negativo contra Lula. Estratégia clássica: deixe o adversário se autodestruir enquanto você distribui crédito e emendas.
O governo petista dança conforme a música: fala em participação popular, mas concede licenças ambientais polêmicas; promete austeridade, mas gasta como se não houvesse amanhã. O contribuinte que se prepare para o aumento de impostos, porque a conta da farra está longe de acabar.
₿ Criptomoedas
O mercado cripto amanheceu mais magro. O Citigroup rebaixou suas projeções para Bitcoin e Ethereum pela segunda vez consecutiva, enquanto o Banco Central brasileiro prepara o cerco regulatório. As stablecoins, no entanto, segurem reinando absolutas nas declarações à Receita Federal, revelando um mercado que prefere a estabilidade ao risco.
- Bitcoin (BTC) opera na casa dos US$ 58 mil, com queda de 1% nas últimas 24h — Conforme o Money Times, a criptomoeda teve seu pior desempenho mensal em quatro anos, recuando cerca de 20% em junho. O mercado aguarda a decisão de juros do Japão, que pode trazer mais volatilidade.
- Citigroup rebaixa projeção do Bitcoin de US$ 112 mil para US$ 82 mil — De acordo com o BlockTrends, o banco também cortou a meta do Ethereum de US$ 3.175 para US$ 2.240, citando saídas recordes de ETFs e incerteza regulatória. A euforia cripto deu lugar ao realismo pessimista de Wall Street.
- Stablecoins concentram 80% das operações com criptoativos declaradas à Receita Federal — A BPMoney informa que o USDT movimentou R$ 1 trilhão desde 2019. Enquanto isso, o Banco Central, segundo o Seu Dinheiro, anunciou que vai endurecer as regras para empresas de ativos digitais a partir de 2027, exigindo regras semelhantes às de corretoras tradicionais.
- Analistas continuam a apostar em Bitcoin e Solana como favoritas para julho — Apesar do tombo, o InvestNews revela que corretoras, bancos e casas de análise mantêm as duas criptomoedas como principais apostas. Fé e esperança movem o mercado, mas a liquidez está secando.
O mercado de criptomoedas vive um momento de correção saudável, mas a regulamentação do BC brasileiro promete apertar o cerco. Para quem aposta em ativos digitais, a mensagem é clara: a “farra cripto” está com os dias contados, e a burocracia estatal, como sempre, quer o seu quinhão.
⚔️ Conflitos e Geopolítica
O tabuleiro geopolítico global está em ebulição. A guerra na Ucrânia atingiu a marca de 2 milhões de baixas, o petróleo disparou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, e Israel promete ocupar o Líbano, Gaza e Síria por tempo indeterminado. Enquanto isso, a China intensifica a pressão militar sobre Taiwan e o Japão, enquanto Trump ameaça tarifas de 100% contra a Europa.
- Guerra na Ucrânia: número de mortos e feridos supera 2 milhões, aponta estudo — Conforme o InfoMoney, a Rússia conta com uma população maior para repor tropas, mas a Ucrânia perde uma fatia proporcionalmente maior de seu exército. A ofensiva russa avança entre 50 e 90 metros por dia, ritmo comparável à Primeira Guerra Mundial. Um banho de sangue que o Ocidente progressista insiste em chamar de “guerra por procuração”.
- Irã alerta EUA e Israel sobre ataques antes do mega funeral do líder supremo Khamenei — A VEJA informa que os cortejos fúnebres terão início em 4 de julho, em Teerã, e serão concluídos em 9 de julho, em Mashhad. O mundo prende a respiração: um ataque neste período pode incendiar o Oriente Médio de vez.
- Israel diz que Exército permanecerá indefinidamente em zonas de segurança no Líbano, Síria e Gaza — Segundo o Estadão, o ministro Katz reiterou a ameaça de atacar o Irã caso Teerã ataque Israel devido às operações no Líbano. Enquanto isso, delegações iranianas e americanas estão no Catar tentando negociar um acordo de paz. Hipocrisia e diplomacia andam de mãos dadas.
- China amplia campanha de pressão militar e econômica contra o Japão — O Estadão destaca que Pequim sobrevoa bombardeiros perto do Japão, detém empresários e restringe exportações de terras raras. A China não precisa invadir Taiwan, como sugere o Observador – basta estrangular economicamente seus vizinhos e isolar a ilha.
- Trump ameaça impor tarifas de 100% a países que tributem big techs — Conforme a Revista Oeste, o presidente americano classifica o imposto sobre serviços digitais como discriminatório. Ao mesmo tempo, a corte de comércio dos EUA se pronunciou contra as tarifas globais de Trump, mas elas seguem em vigor para a maioria dos importadores. O protecionismo americano é seletivo e implacável.
O Brasil, um país que se vende como “pacífico”, assiste a tudo de camarote. A política externa do governo Lula tenta equilibrar-se entre o discurso antiamericano e a necessidade de comércio com a China. Resultado: fica mal com todos e não é levado a sério por ninguém.
🤖 Mercado de IA
O setor de inteligência artificial vive uma guerra de titãs, com a Microsoft criando uma empresa de US$ 2,5 bilhões para acelerar a adoção corporativa, a OpenAI oferecendo 5% da empresa ao governo Trump, e Elon Musk preparando um dispositivo para competir com o iPhone. Enquanto a inovação corre solta, a burocracia brasileira continua travando o desenvolvimento local.
- Microsoft cria empresa de US$ 2,5 bilhões para acelerar adoção de IA nas grandes corporações — De acordo com o Mundo Conectado, a nova divisão vai alocar 6 mil engenheiros dentro dos clientes, seguindo o modelo FDE. Enquanto isso, no Brasil, o governo Lula ainda discute qual ministério vai “regular” a IA. A diferença entre países que inovam e os que empacam no debate ideológico é patente.
- OpenAI propõe entregar 5% da empresa para o governo dos EUA, segundo o Financial Times — O Estadão e o SWEN.IA confirmam: Sam Altman quer dar uma fatia da empresa ao setor público para “compartilhar os ganhos da IA”. Ironicamente, a mesma OpenAI que critica o capitalismo agora quer um cheque do governo. A hipocrisia do Vale do Silício progressista não tem limites.
- Elon Musk prepara um dispositivo de IA para competir com OpenAI e o iPhone — O Infobae revela que o suposto celular teria um sistema operacional exclusivo e os modelos de Grok, a IA de Musk. A competição é saudável e acelera a inovação – exatamente o oposto do que acontece no Brasil, onde o governo quer centralizar o setor em estatais falidas.
- Pela primeira vez, o ChatGPT tem menos da metade do mercado de chatbots — A Hardware.com.br informa que o Gemini e o Claude estão avançando rápido. A guerra pelo consumidor está apenas começando, e quem ganha é o usuário final. No Brasil, a discussão ainda é se IA vai roubar empregos ou não – enquanto isso, o mercado global já decidiu que o futuro é automatizado.
A inteligência artificial está transformando o mundo, mas o Brasil insiste em discutir regulamentações e tributações enquanto a Microsoft, a OpenAI e a Anthropic brigam pelo mercado. O resultado: continuaremos importando tecnologia e pagando caro por ela, como sempre.
🛢️ Commodities — Petróleo, Ouro e Grãos
O mercado de commodities viveu um dia de montanha-russa. O petróleo disparou para US$ 120 com o bloqueio do Estreito de Ormuz, antes de cair após declarações de Trump sobre o fim da guerra no Oriente Médio. O ouro tenta se estabilizar acima de US$ 4.000, e a soja brasileira mantém o ritmo forte de exportações.
- Petróleo: barril chega a US$ 120, mas cai após Trump dizer que guerra no Oriente Médio está perto do fim — O G1 reporta que o bloqueio do Estreito de Ormuz inquieta o mercado e coloca o mundo à beira de uma crise energética global. A volatilidade é a única certeza: o Brent e o WTI flutuam com tensões e demanda fraca, segundo a Band.com.br.
- Ouro busca estabilização acima de US$ 4.000 após pior trimestre desde 2013 — De acordo com a ADVFN News, os preços do ouro caíram cerca de 13% no segundo trimestre, revertendo todos os ganhos do ano. A prata subiu 0,94% para US$ 61,08 por onça. O metal precioso sofre com o fortalecimento do dólar e os juros altos nos EUA.
- Exportações brasileiras de soja superam 72,7 milhões de toneladas em 2026 — A ANEC, segundo o Brasil Notícia, confirma o ritmo forte do agronegócio. O Brasil ampliou as exportações agro para três novos mercados: Malásia, Quênia e Turquia, de acordo com o SpaceMoney. Enquanto o governo gasta com subsídios e programas sociais, o agro gera divisas que seguram o país.
- Goldman vê commodities como hedge ante choques e reforça tese em metais e energia — O InfoMoney destaca o relatório do banco, que aponta o conflito no Oriente Médio e a demanda estrutural por eletrificação como pilares para diversificação de portfólio. Em outras palavras: a bagunça geopolítica é um convite para comprar ativos reais.
O cenário de commodities é um termômetro da instabilidade global. Enquanto o petróleo segue refém de conflitos e o ouro tenta se reerguer, o agronegócio brasileiro prova que o Brasil ainda tem salvação – desde que o governo pare de atrapalhar.
📌 Escândalos
O período de 12h às 00h foi pródigo em notícias que expõem a promiscuidade entre o poder público e o privado. A Polícia Federal encontrou indícios de que o “orçamento secreto” pode ter sobrevivido no governo Lula, e a corrupção envolvendo o PT escala para um novo patamar com o caso Master.
- PF encontra anotação que indica manutenção do “orçamento secreto” no governo Lula — Conforme o Tab UOL, uma anotação da ex-assessora do deputado Arthur Lira sugere que a distribuição de verbas entre parlamentares se estendeu do governo Bolsonaro até a gestão Lula, mesmo após decisões do STF. A notícia foi corroborada pelo InfoMoney. O PT que prometia “ética na política” continua mergulhado no toma-lá-dá-cá do Centrão.
- Corrupção petista escala para novo patamar com caso Master — A Gazeta do Povo e a Revista Oeste destacam que as denúncias de corrupção acompanham os cinco governos do PT desde 2003 e atingem o ápice com o caso Master. A VEJA ainda relembra a acusação do MP de que Lula seria o “comandante máximo do petrolão”. O discurso de combate à corrupção virou peça de museu.
- Empresa investigada pela CPMI do INSS foi sancionada pelos EUA; governo Lula barrou investigações — O Jornal do Commercio denuncia que o relator da CPMI do INSS afirma que o PT patrocinou a impunidade ao não aprovar o relatório final. O governo que posa de defensor dos mais vulneráveis protege empresas que lesam a Previdência.
- Atlas: 37,6% dos brasileiros ligam caso Master a aliados de Lula; e 36%, de Bolsonaro — Segundo o Metrópoles, para 17,1%, todos os grupos políticos estão igualmente implicados no esquema. A percepção pública é de que a corrupção é um sistema que funciona independentemente de quem está no poder.
O sistema político brasileiro é uma máquina de moer dinheiro público, e tanto PT quanto a oposição têm as mãos sujas. A diferença é que um chegou ao poder prometendo purificar a política – e está entregando o mesmo coquetel de corrupção de sempre.
💪 Saúde, Esporte e Bem-estar
Cuidar do corpo é o investimento com maior retorno da sua vida – e ele não precisa de plano de saúde caro nem de suplemento importado. O período trouxe estudos que reforçam a importância de hábitos simples e acessíveis para a saúde.
- Arroz e feijão reduzem consumo de ultraprocessados em 45%, mostra estudo da USP — Conforme o MundoBoaForma, a combinação clássica do prato brasileiro é uma arma poderosa contra a obesidade e doenças crônicas. Enquanto a indústria farmacêutica fatura com canetas emagrecedoras
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O próximo resumo sai no período da Manhã (às 12h) — volte para conferir.
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