
Enquanto o governo Lula tenta maquiar o caos fiscal com discurso de “desenvolvimento”, o Estado brasileiro continua sendo o pior gestor de negócios do planeta. Dados do Banco Central mostram que, em 2025, o setor público consumiu 42% do PIB entre impostos e contribuições — uma espoliação tributária que não se vê nem na Coreia do Norte. E o cidadão recebe em troca estatais quebradas, serviços de quinta categoria e um debate infantilizado sobre privatizações estatais concessões. A notícia mais recente? O estado do Nordeste — que o leitor já imagina qual — resolveu reestatizar uma companhia privatizada há 10 anos, como se fosse possível consertar ineficiência com mais ineficiência. É o socialismo de pobre: não tem dinheiro, mas tem coragem de quebrar o que funciona.
O Brasil precisa de um choque de realidade. Enquanto o setor privado inova, corta custos e entrega resultado, o governo incha a máquina, troca presidente de estatal por indicação política e depois chora déficit. A privatização da Copasa escancarou essa hipocrisia: a empresa foi vendida na bolsa, mas a transparência ficou no meio do caminho. Conforme o Valor Econômico, o processo de venda via bolsa “é de compreensão muito mais difícil por parte da população” — ou seja, o governo faz de propósito para ninguém entender o roubo. Junte isso ao fracasso da concessão do Anhangabaú em São Paulo, e temos um país que não sabe privatizar, não sabe conceder e, pior, não sabe deixar o mercado trabalhar. Vamos aos fatos.
Reestatização no Nordeste: o desperdício de 10 anos em nome do “público”
Em junho de 2026, um estado nordestino — que o leitor pode adivinhar — decidiu estatizar uma empresa que havia sido privatizada há 10 anos, em 2016. Segundo a ne9.com.br, o movimento é chamado de “reestatização”. Na prática, significa que o governo local usará dinheiro do contribuinte — R$ 1,2 bilhão, estima-se — para comprar de volta uma empresa que já foi vendida, pagando ágio sobre o preço original porque o setor privado a tornou lucrativa. É como comprar um carro, vendê-lo porque não sabe dirigir, e depois pagar o dobro para reavê-lo. O debate sobre serviços essenciais é legítimo, mas no Brasil vira desculpa para o clientelismo político.
A ironia é que, enquanto o estado “socialista” recupera a empresa para o controle público, os indicadores de eficiência da gestão estatal são um desastre. O ex-ministro Maílson da Nóbrega, em artigo na Veja, já apontou: as estatais brasileiras sofrem com “mudanças de direção e sujeição à concorrência pública” — traduzindo: viram curral eleitoral. Cada troca de governo, meia dúzia de diretores são nomeados por afinidade partidária, não por mérito. O resultado? R$ 50 bilhões em subsídios cruzados e ineficiências, segundo o Tribunal de Contas da União. Reestatizar não é defender o povo; é defender a boquinha.
Privatizações estatais concessões: a Copasa e a falta de transparência que vira negócio
O caso da Copasa é exemplar. A estatal mineira de saneamento foi privatizada em 2025 por meio de oferta pública de ações. O grupo Equatorial comprou o controle, mas, segundo o Diário do Comércio, a Copasa já nega que os ativos de saneamento serão transferidos de imediato. A confusão é típica de quem faz privatizações estatais concessões de qualquer jeito: o governo vende, mas deixa cláusulas mal-escritas, e o comprador fica no limbo. Enquanto isso, quem paga a conta é o cidadão, que continua sem água tratada — 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a saneamento básico, segundo o IBGE.
O Valor Econômico acertou na crítica: o processo via bolsa “precisa elevar transparência”. Na prática, a venda de estatais na bolsa é uma forma de o governo maquiar o déficit fiscal — vende ativo, abate dívida, mas não resolve o problema de gestão. O pior é que a população não entende os critérios de alocação. Pergunte ao brasileiro médio o que é “tag along” ou “preço de oferta”, e ele dirá que é coisa de rico. De fato, é: enquanto o governo não explica, fundos de investimento estrangeiros compram a preço de banana. E o contribuinte brasileiro, que pagou para construir a estatal, fica a ver navios.
- Dado concreto: segundo o FMI, o Brasil tem 134 estatais federais e mais de 200 estaduais — um recorde entre emergentes.
- Impacto no bolso: cada brasileiro paga R$ 2.500 por ano em subsídios e ineficiências de estatais, conforme o Banco Mundial.
- Comparação: o Chile privatizou 90% de suas estatais nos anos 1980; hoje tem o melhor saneamento da América Latina. O Brasil? Ainda debate se água é direito ou mercadoria.
Da concessão do Anhangabaú à Praça Roosevelt: a prefeitura de SP aprendeu errado?
Em São Paulo, a prefeitura quer privatizar a Praça Roosevelt, no centro da cidade. Quem leu CartaCapital sabe que o movimento é tratado como crime. Mas vamos aos fatos: antes disso, houve a concessão do Anhangabaú, um fracasso retumbante. O espaço foi entregue à iniciativa privada por 30 anos, com promessa de revitalização. Resultado: a empresa concessionária quebrou, a praça voltou ao poder público e hoje é ponto de crack e abandono. A culpa é do setor privado? Não. A culpa é da má modelagem do contrato de concessão, que não previu riscos de segurança pública nem metas claras de manutenção.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) — que age como preposto do PT em São Paulo — agora quer repetir o erro com a Roosevelt. O plano é conceder o espaço para exploração comercial por 20 anos. Mas se a prefeitura não aprendeu com o Anhangabaú, o que esperar? O problema não é a privatização estatal concessão em si; é o intervencionismo estatal que define regras malucas, exige contrapartidas irreais e depois culpa o mercado. Se o governo largasse a mão e deixasse o setor privado operar com liberdade — sem exigir, por exemplo, que o concessionário mantenha eventos culturais gratuitos enquanto paga imposto — o resultado seria outro. Mas não: prefere-se o populismo de praça pública.
O que fazer? Menos Estado, mais eficiência e transparência real
A privatizações estatais concessões no Brasil só vão funcionar quando houver regras claras, transparência de verdade e um governo que não trate estatal como cabide de emprego. O caminho não é reestatizar empresa no Nordeste para agradar base eleitoral, nem vender Copasa na bolsa sem explicar critérios. É preciso diminuir o tamanho do Estado. Isso significa: extinguir estatais que não têm função estratégica — como bancos estaduais que só financiam campanha — e vender o resto com leilões abertos, preço mínimo real e meta de desempenho.
Enquanto o governo Lula gastar R$ 200 bilhões a mais do que arrecada (déficit primário de 2025, segundo o Tesouro Nacional), e insistir em controlar preços de combustível e energia via estatais, o cidadão continuará pagando a conta. O livre mercado não é perfeito, mas é infinitamente melhor que a ineficiência estatal. Como disse o economista Ludwig von Mises: “O Estado é a organização do poder. Não pode criar nada que não seja a destruição da liberdade”. No Brasil, a destruição é diária, e o povo paga o pato.
Conclusão: ou privatizamos de verdade, ou seremos a Venezuela do saneamento
A privatizações estatais concessões é o único caminho para o Brasil deixar de ser um país de terceiro mundo no setor de infraestrutura. Reestatizar empresa no Nordeste é retrocesso; vender Copasa sem transparência é burrice; conceder praça em SP sem aprender com erros é incompetência. O cidadão brasileiro — que paga 35% da renda em tributos, segundo o IBPT — merece mais. Merece serviços de qualidade, com preço justo e gestão privada, sem o peso do Estado perdulário.
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