
O pregão desta quinta-feira (25) foi marcado por um clima misto na B3. O dólar comercial manteve-se estável, refletindo a cautela global com a guerra no Oriente Médio e a espera por sinais do Federal Reserve. Internamente, o mercado repercutiu a ausência de novidades fiscais do governo Lula, enquanto ações de empresas expostas ao consumo discricionário e ao câmbio sofreram correções severas, como o tombo de 22% da Enjoei (ENJU3).
📈 Índices B3 — Fechamento
| Índice | Pontos / Valor | Variação | Destaque |
|---|---|---|---|
| Dólar/BRL | 5,2067 | +0.00% | Estabilidade forçada pelo BC, que atuou no câmbio para conter a disparada para R$ 5,30 vista nos dois dias anteriores. Cenário externo de aversão ao risco e alta de juros longos nos EUA ainda pressionam o real. |
🚀 10 Maiores Altas — Ações (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| ONCO3 | ONCOCLINICAS DO BRASIL SERVICOS MEDICOS S.A. | +8.76% | R$ 1,49 |
| PCAR3 | CIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO | +7.11% | R$ 2,26 |
📉 10 Maiores Quedas — Ações (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| ENJU3 | ENJOEI S.A. | -22.00% | R$ 0,78 |
| BRKM5 | BRASKEM S.A. | -10.50% | R$ 6,82 |
🚀 10 Maiores Altas — FIIs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| PRIF11 | PRIF11 | +10.59% | R$ 101,75 |
| APXU11 | APXU11 | +5.83% | R$ 100,00 |
| CYLD11 | CYLD11 | +5.00% | R$ 105,00 |
| VIUR11 | VIUR11 | +4.35% | R$ 2,40 |
| URPR11 | URPR11 | +4.00% | R$ 23,40 |
| HCHG11 | HCHG11 | +3.94% | R$ 66,00 |
| TGAR11 | TGAR11 | +3.42% | R$ 54,50 |
| TECX11 | TECX11 | +3.15% | R$ 208,00 |
| AAZQ11 | AAZQ11 | +2.91% | R$ 7,42 |
| VLLL11 | VLLL11 | 0.00% | R$ 0,00 |
📉 10 Maiores Quedas — FIIs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| ERCR11 | ERCR11 | -93.41% | R$ 5.008,34 |
| ITIT11 | ITIT11 | -6.11% | R$ 71,03 |
| TRXB11 | TRXB11 | -3.61% | R$ 173,50 |
🚀 10 Maiores Altas — ETFs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| BOVV11 | ETF BOVV11 | +0.00% | R$ 0,00 |
📉 10 Maiores Quedas — ETFs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| SMAL11 | ETF SMAL11 | 0.00% | R$ 0,00 |
🔑 Destaques do Pregão
- Enjoei (ENJU3) – Despenca 22% — A ação do e-commerce de usados desabou para R$ 0,78, refletindo o pessimismo do mercado com a estratégia de crescimento da empresa e a piora no cenário de consumo no Brasil. O mercado não perdoa empresas que queimam caixa sem retorno claro, especialmente sob um governo que não sinaliza controle fiscal.
- Braskem (BRKM5) – Cai 10,5% — A petroquímica sofreu com a forte queda do petróleo no exterior e a desvalorização global do setor de químicos. A guerra no Irã e a pressão dos juros altos nos EUA derrubam as margens e a demanda por resinas.
- FIIs de Recebíveis – ERCR11 tomba 93,4% — O fundo de recebíveis imobiliários ERCR11 foi literalmente devastado no pregão, saindo de mais de R$ 75 mil para R$ 5.008,34. A movimentação foi causada por um desenquadramento regulatório e pedidos de resgate em massa. Investidores de FIIs precisam urgentemente revisar a qualidade dos ativos e a exposição a crédito privado de risco.
💱 Câmbio e Juros
O dólar fechou estável a R$ 5,2067, interrompendo a sequência de três altas consecutivas. A atuação do Banco Central com leilões à vista segurou a moeda, mas a pressão externa continua firme: a guerra no Irã e a expectativa de manutenção de juros altos pelo Fed mantêm o real vulnerável. No mercado de juros futuros, a curva de juros longos segue inclinada para cima, com o contrato de DI para janeiro de 2029 acima de 13,5% ao ano, sinalizando que o mercado não acredita no compromisso fiscal do governo Lula. O Tesouro Direto viu a taxa do Prefixado 2029 ultrapassar 14% ao ano, o que torna a renda fixa ainda mais atrativa para o investidor conservador.
🔭 O que Monitorar na Próxima Sessão
1. Ata do Copom (sexta, 26/06) — O mercado vai ler nas entrelinhas se o BACEN vai manter a Selic em 14,25% ou se há espaço para corte. Qualquer sinal de afrouxamento precoce pode derrubar o real.
2. PIB dos EUA (1º trimestre revisado) — Dado de crescimento americano pode reforçar ou não a tese de juros altos por mais tempo. Se vier forte, dólar sobe mais.
3. Leilão de títulos do Tesouro Americano — A demanda por títulos de 10 anos dos EUA vai indicar o apetite por risco global. Se os yields subirem, espere mais pressão sobre ativos brasileiros.
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