
Em meio a um mar de números e contradições, o Brasil chega a julho de 2026 com um dilema que já deveria ter sido superado: o que fazer com suas estatais? Enquanto o governo Lula ostenta um lucro recorde de R$ 169,4 bilhões das 44 empresas federais em 2025 — um aumento de 45% em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais —, a realidade do bolso do contribuinte é bem menos festiva. O patrimônio líquido conjunto dessas empresas superou a marca de R$ 1 trilhão, mas o dinheiro, como sempre, não se traduz em serviços de qualidade. O debate sobre privatizações estatais concessões no Brasil nunca foi tão urgente, e os dados recentes mostram que o discurso político está completamente divorciado da eficiência econômica.
O lucro bilionário das estatais soa como música aos ouvidos dos defensores do Estado forte. Mas, se a máquina pública fosse tão eficiente assim, os Correios — uma estatal com quase 80 mil funcionários — não estariam “rumando à irrelevância”, como denunciou o Estadão. Para se manter competitivo, o serviço postal precisaria de investimentos da ordem de centenas de bilhões de reais em logística e informática. Dinheiro que o Tesouro, evidentemente, não tem. A contradição é clara: o Estado gosta de lucrar, mas detesta investir. E quem paga a conta é o cidadão, que recebe serviços pífios e ainda financia a ineficiência com uma das maiores cargas tributárias do planeta — um verdadeiro confisco fiscal que beira os 38% do PIB, segundo dados da OCDE.
O conto do lucro recorde e a realidade da ineficiência
Vamos aos fatos. O governo Lula e seus apoiadores, como a CartaCapital e o Brasil 247, não cansam de celebrar os números das estatais. O lucro de R$ 169,4 bilhões em 2025 é, de fato, impressionante em termos absolutos. Mas essa euforia esconde dois problemas gravíssimos. Primeiro: grande parte desse lucro vem de empresas com monopólio ou forte poder de mercado, como a Petrobras e o Banco do Brasil, que se beneficiam de condições nada liberais. Segundo: o governo usa esses resultados como justificativa para engordar a máquina pública, manter cargos políticos e adiar reformas estruturais.
Enquanto isso, a Telebras, a Serpro e a Dataprev — apontadas pela CartaCapital como as “empresas que sustentam a corrida brasileira na era da Inteligência Artificial” — são exemplos perfeitos de como o Estado atrapalha a inovação. Em vez de deixar o setor privado, que é ágil, competitivo e eficiente, liderar a revolução tecnológica, o governo insiste em manter empresas estatais com burocracia pesada, salários acima do mercado e resultados pífios. Enquanto a OpenAI e a Google investem bilhões de dólares em IA, a Telebras patina com orçamentos inchados e metas que nunca saem do papel. O resultado? O Brasil fica para trás na corrida global, enquanto o contribuinte paga a conta.
As contradições de Tarcísio e o modelo de concessões
No plano estadual, as contradições também aparecem. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou recentemente a revisão da concessão da Linha 17-Ouro do Metrô e, pasmem, descartou novas privatizações. Segundo o BPMoney, ele estuda devolver a operação da linha ao Metrô — ou seja, estatizar de novo. Isso é um absurdo para quem se diz liberal. Se o setor privado não está cumprindo o contrato, a solução é rever as cláusulas punitivas e melhorar o modelo, não entregar de volta ao Estado ineficiente. O Metrô de São Paulo, apesar de ser uma das melhores estatais do país, também sofre com greves, falta de manutenção e custos astronômicos. Privatizações estatais concessões bem desenhadas, com regras claras e fiscalização independente, são a única saída para melhorar o serviço e aliviar os cofres públicos.
Vejamos os problemas do modelo atual de concessões no Brasil:
- Falta de punição: Empresas concessionárias que descumprem contratos raramente são severamente penalizadas. A revisão da Linha 17-Ouro é um exemplo disso.
- Intervenção política: Governadores e prefeitos mudam regras no meio do jogo para agradar a base aliada ou, pior, para estatizar de novo.
- Falta de competição: Muitos setores, como o de transportes, são dominados por poucos grupos, o que encarece o serviço e reduz a qualidade.
- Carga tributária sufocante: O Estado cobra impostos abusivos das concessionárias, que repassam o custo ao usuário. O cidadão paga duas vezes: no imposto e na tarifa.
O custo do Estado mínimo para o cidadão: o que você perde com a má gestão
Você já parou para pensar quanto do seu salário é sugado pelo Estado e nunca volta em serviços de qualidade? O Brasil é um dos países que mais tributa no mundo, conforme o IBGE e o Banco Central, e o retorno é vergonhoso. Os Correios, por exemplo, não conseguem competir com as transportadoras privadas porque o governo não investe e ainda usa a empresa como cabide de empregos políticos. O resultado? Você paga caro por uma entrega que chega atrasada ou, pior, não chega. Enquanto isso, a Amazon e o Mercado Livre constroem seus próprios sistemas logísticos com eficiência, porque o setor privado tem incentivo para inovar e reduzir custos.
No setor de tecnologia, a situação é ainda mais grave. A Dataprev e a Serpro, que deveriam ser os “motores da IA brasileira”, são conhecidas por sistemas lentos, ultrapassados e vulneráveis a ataques cibernéticos. Dados recentes mostram que o Brasil perde R$ 100 bilhões por ano com fraudes digitais, segundo a Febraban. Se essas empresas fossem privadas ou tivessem concorrência real, esse número seria drasticamente menor. O Estado, infelizmente, é péssimo em tecnologia porque não tem a cultura de eficiência, risco e meritocracia que move o mercado.
O caminho das pedras: privatizações estatais concessões como única saída
A história já mostrou o caminho. Países como o Reino Unido (na era Thatcher), o Chile e o México privatizaram estatais e colheram frutos de eficiência, redução de custos e inovação. O Brasil, teimoso, insiste em manter empresas que dão prejuízo ou que, mesmo dando lucro, poderiam gerar muito mais valor nas mãos do setor privado. A palavra de ordem é desestatização — e não estatização disfarçada de “parceria público-privada”.
O que o governo Lula deveria fazer, em vez de gastar rios de dinheiro com propaganda e clientelismo?
- Vender ações de empresas lucrativas: A Petrobras e o Banco do Brasil são mais eficientes que a média das estatais, mas ainda sofrem com interferência política. Uma venda gradual ao mercado reduziria o risco e geraria receita para abater a dívida pública.
- Privatizar Correios, Telebras e Dataprev: Empresas que não têm função estratégica real devem ser vendidas. O Estado não precisa ter um serviço postal ou uma empresa de TI.
- Aperfeiçoar o modelo de concessões: As regras devem ser claras, com punições severas para descumprimento e incentivos para investimento em qualidade. Nada de “revisão” a cada troca de governo.
- Reduzir a carga tributária: Só assim as empresas privadas terão fôlego para contratar, investir e gerar empregos. O confisco fiscal atual só alimenta a máquina estatal.
Conclusão: o discurso é bonito, mas o bolso sangra
Enquanto o governo Lula comemora lucros recordes e a CartaCapital exalta as “estatais que sustentam a IA”, o brasileiro comum enfrenta filas, entregas atrasadas, burocracia e impostos que consomem quase 40% do que produz. A verdade é que privatizações estatais concessões não são uma ideologia de direita — são uma questão de pragmatismo econômico. O Estado brasileiro já provou que é incompetente para gerir empresas de forma eficiente. Quanto mais cedo o governo reconhecer isso e abrir mão do controle, mais cedo o país terá serviços de qualidade, inovação de verdade e, principalmente, respeito pelo dinheiro do contribuinte.
A bola está com o Congresso e com a sociedade civil. Cabe a nós, cidadãos, cobrar reformas reais e parar de engolir o discurso populista de que “estatal lucrativa é bom”. Lucro estatal é dinheiro seu que poderia estar gerando riqueza no setor privado, criando empregos e melhorando sua vida. Compartilhe este artigo, comente abaixo o que você pensa sobre o tema e ajude a espalhar a verdade: menos Estado, mais liberdade econômica, mais Brasil.
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