
Atenção, ministros do STF, influencers da esquerda gourmet e defensores do “controle democrático da informação”: o jogo pode estar virando. E não, não é teoria da conspiração de grupo do WhatsApp nem live histérica do YouTube com chapéu de alumínio — é Washington. É Marco Rubio. É o Senado dos Estados Unidos. E quando o Tio Sam resolve sair do sofá para brincar de xerife da democracia, geralmente quem estava com o pé na jugular dos outros é quem acaba algemado.
Sim, meus caros, as primeiras sanções americanas contra os “inimigos da liberdade de expressão” e “censores autoritários da América Latina” começaram a sair do forno. E segundo os bastidores que nem o GloboNews conseguiu esconder por muito tempo, o alvo é mais claro que voto impresso: o establishment jurídico-político brasileiro, com o STF na linha de frente — ou melhor, no paredão.
A hipocrisia começa a falhar na maquiagem
Durante anos, a esquerda brasileira e seus operadores togados venderam a narrativa de que estavam “salvando a democracia” de um apocalipse bolsonarista. Era um tal de “discurso de ódio” pra cá, “bloqueio de perfis golpistas” pra lá, “moderação da verdade” acolá… Tudo feito, claro, em nome da “Constituição” — aquela mesma que ninguém parece ter lido desde 1988, mas todo mundo diz proteger com unhas, dentes e decisões monocráticas.
Mas eis que chega o império americano, sempre tão calado quando a censura serve aos seus interesses, e resolve que agora está feio demais. Talvez tenha sido a gota d’água ver jornalistas presos, redes sociais censuradas por despacho de gabinete e opositores políticos calados com mais eficiência que ditador de república das bananas. Ou talvez — e aqui vai um palpite ousado — a hipocrisia já não está colando nem lá fora.
Marco Rubio: o “cidadão de bem” que faltava
Para quem não conhece, Marco Rubio é um senador americano da Flórida, daqueles que mistura Jesus, armas e liberdade de expressão no mesmo discurso sem nem piscar. Um republicano raiz, que já cutucou China, Cuba, Venezuela e agora… Brasil. Isso mesmo. Não o Brasil de Bolsonaro, mas o Brasil do STF. Do Xandão. Do silêncio imposto em nome da harmonia dos Três Poderes (ou melhor, do Poder Único Supremo).
Rubio não economizou palavras. Chamou o que está acontecendo aqui de “autoritário”, “inaceitável” e — preparem-se — “golpe institucional disfarçado de legalidade”. Um tapa de luva vindo direto de Washington. Afirmou que medidas estão sendo preparadas para sancionar indivíduos e instituições responsáveis por cerceamento de liberdades e perseguições políticas. Não citou nomes, mas o silêncio dos citáveis foi ensurdecedor.
Democracia seletiva: só vale quando o inimigo é de direita?
A esquerda brasileira, que vive dizendo que “os EUA são imperialistas”, agora experimenta o desconforto de estar do lado errado do imperialismo. Porque, vamos ser honestos: se fosse Bolsonaro derrubando perfis no X (antigo Twitter), prendendo youtuber e mandando embaixador pedir para o Telegram apagar mensagem, o New York Times já teria chamado isso de “crise institucional em pleno século XXI”. Mas como foi o STF, virou “defesa do estado democrático de direito”. Ah, a semântica dos aliados!
Aliás, alguém ainda lembra do dia em que os ministros do Supremo decidiram o que era verdade, mentira e “desinformação”? Pois é. Nem o próprio George Orwell imaginaria que 2024 teria ministros usando toga e teclado ao mesmo tempo para determinar o que o povo pode ou não ler. Só faltava agora criarem um “Ministério da Verdade” de fato — mas, com a chegada das sanções, talvez adiem a ideia por mais alguns meses.
Cortina de fumaça queimada
E o mais interessante: o timing. As sanções começam exatamente quando a narrativa da “tentativa de golpe de 8 de janeiro” começa a parecer cada vez mais… digamos, dirigida. Ainda mais com vídeos surgindo, portas misteriosamente abertas no Congresso, e tropas parecendo mais perdidas que cego em tiroteio. Coincidência? Talvez. Mas há quem diga que o script já está sendo lido de trás pra frente lá no exterior — e os autores podem ter que prestar contas sem habeas corpus preventivo.
Imprensa em pânico: como proteger censores sem parecer censor?
A grande mídia já está em transe. Afinal, como defender a “defesa da democracia” se os defensores agora estão sendo acusados de golpistas por uma potência internacional? Fica difícil. Editorial do Estadão? “Ameaça à soberania.” Manchete da Folha? “Rubio ataca instituições brasileiras.” Mas no fundo, o medo é outro: e se os gringos tiverem razão?
Já há rumores de que algumas big techs estão começando a recuar em colaborações com o Judiciário brasileiro. Ninguém quer ser cúmplice de autoritarismo transnacional. E se vier uma ordem do Senado americano para investigar cumplicidade com censura? Adeus contratos, adeus lucros, adeus paz.
A democracia agradece. A verdadeira, não a caricatura.
A verdade é que, por mais que se tente empacotar censura como “moderação de conteúdo”, perseguição política como “combate ao extremismo” e repressão judicial como “defesa das instituições”, uma hora a conta chega. E dessa vez chegou via Miami.
É claro que ainda é cedo para saber se as sanções vão de fato surtir efeito — e se vão escancarar os bastidores do sistema de censura que se instalou no Brasil nos últimos anos. Mas já é reconfortante saber que alguém, em algum lugar com mais poder que o PSOL, está observando e disposto a agir.
Enquanto isso, seguimos por aqui: observando ministros fazendo live com rapper, políticos sendo presos por memes e jornalistas exilados. Tudo isso no país onde o “golpe” foi dado por quem… perdeu? E a “democracia” foi salva por quem calou todo mundo? Orwell ficaria orgulhoso.
Conclusão: quando os EUA precisam ensinar democracia ao Brasil
Se o país que inventou Guantánamo, espionou aliados e invadiu o Iraque está dando lições de democracia ao Brasil, é porque a coisa desandou feio. Quando até Marco Rubio se torna uma esperança de liberdade, é sinal de que a esquerda brasileira conseguiu algo notável: fazer com que os conservadores americanos parecessem razoáveis.
Preparem-se, togados. A brisa gelada que vem do norte não é vento de outono — é aviso. Porque quando os Estados Unidos decidem mirar no autoritarismo, não adianta toga, tweet ou editorial da Globo. O cerco está começando. E para muitos, vai ser um prazer assistir.
Com pipoca. E muito sarcasmo.


