
Na última sessão, o dólar comercial fechou a R$ 5,0862, com alta de 0,49%, segundo o G1. Já no intradia desta quinta-feira, o USD/BRL opera em R$ 5,11, segundo o Investing.com. Para quem ainda acredita em contos de fada, o número é inequívoco: a moeda brasileira continua se desmanchando no cenário global. O governo petista de Lula e sua trupe gastadora tentam vender a ideia de que “o Brasil voltou”, mas o mercado — que não se engana com populismo fiscal — manda a real: o dólar câmbio real está cada vez mais caro, e o bolso do cidadão está sangrando.
Vamos aos números frios. Em 15 meses, o real chegou a ser cotado perto de R$ 5,35 — considerado, na época, o menor nível do ano. Agora, a moeda americana já beira os R$ 5,13 em algumas mesas de operação. Ou seja, a “valorização” comemorada pelo PT durou o tempo de um boato. O que explica essa gangorra? Intervencionismo, insegurança jurídica e uma conta fiscal que não fecha, combinados com juros externos que não param de subir. Vamos destrinchar essa bagunça.
Os números que o Planalto não quer ver: o sobe-e-desce de um real doente
De acordo com a matéria do G1, o dólar acumulou uma volatilidade impressionante nos últimos dias: caiu 0,77% em uma sessão para R$ 5,0618 e, logo depois, disparou 1,78% para R$ 5,1566 — o maior patamar desde 2 de abril de 2026. Isso não é “normal”. Isso é o reflexo de um país que não oferece previsibilidade para quem quer investir.
A Nomad reportou que o dólar comercial está em R$ 5,0844, com alta de 0,58%, destacando que o movimento foi puxado por uma “devolução da alta inicial” somada ao “enfraquecimento global do dólar”. Ou seja, nem mesmo quando a moeda americana cai no mundo o real consegue se segurar. Isso é sina de moeda fraca — e de governo que trata o equilíbrio fiscal como pauta secundária.
- Fechamento mais recente (G1): R$ 5,0862 (+0,49%)
- Intradiário (Investing.com): R$ 5,11 (+0,44%)
- Nomad (cotação atualizada): R$ 5,0844 (+0,58%)
- Pico recente: R$ 5,1566 (maior desde 2 de abril)
Enquanto a equipe econômica tenta culpar “fatores externos” e o Federal Reserve (FED), a verdade é que a desvalorização do real tem sobrenome: Lula, Haddad e a turma do “gasto público criativo”.
Impacto no bolso do brasileiro: do arroz ao iPhone, tudo fica mais caro
Quando o dólar câmbio real sobe, não é só o turista que sofre. O Brasil é um país que importa trigo, fertilizantes, medicamentos, eletrônicos e petróleo. Uma alta de 5% no dólar significa, na prática, um aumento de preços em toda a cadeia produtiva. O pãozinho do café da manhã encarece porque o trigo é cotado em dólar. O combustível na bomba pesa mais porque a Petrobras — mesmo com interferência política — ainda precisa seguir o mercado internacional.
Para o cidadão comum, que ganha em real e não tem acesso a hedge cambial, a conta é simples: poder de compra caindo. Um smartphone que custava R$ 2.500 há um ano e meio hoje pode passar de R$ 3.000. Uma viagem para Miami — que já era um sonho distante para a maioria — vira uma miragem. O IBGE ainda não divulgou o IPCA de junho, mas a tendência é de pressão inflacionária justamente por conta do câmbio.
E quem ganha com isso? Ninguém. Nem o exportador, que pode até ter receita maior em reais, mas enfrenta custos crescentes de insumos importados. O único lucro é do Estado, que arrecada mais com impostos sobre produtos atrelados ao câmbio. Mais uma vez, o cidadão paga o pato.
Contexto histórico: de R$ 5,35 a R$ 5,11 — a gangorra do populismo fiscal
Para entender o tamanho do estrago, é preciso lembrar que o dólar chegou a R$ 5,35 em meados de maio de 2026, segundo a CNN Brasil. Na ocasião, a economista Marcela Kawauti (Lifetime Investimentos) atribuiu a queda da moeda americana a “fatores globais” e à “ausência de reação dura dos EUA após a condenação de Jair Bolsonaro”. Mas ela mesma reconheceu: não via o câmbio indo a R$ 5,00 sem reformas domésticas.
Pois bem. O que aconteceu desde então? Nada. O governo Lula segue apostando em gastos extras, novos impostos e intervenções em setores estratégicos. A proposta de reforma tributária que tramita no Congresso — engessada, burocrática e com alíquotas que podem chegar a 28% sobre o consumo — é um tiro no pé da competitividade. O Brasil já é um dos países que mais tributa no mundo (carga tributária acima de 33% do PIB), e o cidadão recebe serviços públicos de quinta categoria.
O estrategista Roberto Motta, da Genial Investimentos, foi cirúrgico em entrevista à CNN Money: o “preço justo” do real seria de R$ 5,28 considerando fatores globais. Sem a bagunça fiscal doméstica, o real poderia valer R$ 4,30. Ou seja, a diferença de quase R$ 1,00 por dólar é culpa exclusiva da incompetência do governo. Ele ainda alertou que, se houver “melhora fiscal”, há espaço para uma valorização de 20% do real. Mas para isso, seria preciso cortar gastos, privatizar e desinchar a máquina estatal — algo que soa como blasfêmia para a esquerda.
O que falta para o real parar de sangrar? (E o que o governo não fará)
A receita para um dólar câmbio real mais baixo não é segredo: disciplina fiscal, segurança jurídica e abertura econômica. Enquanto o Brasil continuar com um déficit público que insiste em crescer — e um governo que acha normal gastar mais do que arrecada — o real será refém dos humores do mercado externo.
- Juros altos: A Selic está em patamar elevado (cerca de 15% ao ano na renda fixa, conforme mencionado pelo estrategista da Genial) para tentar segurar a inflação, mas isso é um reflexo da falta de credibilidade. O Brasil paga o preço de ter um governo que não consegue equilibrar as contas.
- Ausência de reformas: A reforma administrativa? Parada. A reforma tributária? Capenga e com alíquotas que sufocam empresas. A abertura comercial? Zero. O governo prefere aumentar impostos sobre fundos exclusivos e offshores a criar um ambiente de negócios menos hostil.
- Intervencionismo: A interferência na Petrobras, as ameaças ao Banco Central e o discurso contra o capital estrangeiro afastam investidores. O dinheiro foge para economias mais previsíveis, como os EUA, onde o FED já deu sinais de que pode cortar juros, mas a economia americana ainda é um porto seguro comparada ao Brasil.
A economista Marcela Kawauti resumiu bem: reformas domésticas poderiam permitir uma maior valorização do real. Mas qual a chance de ver o governo Lula — que adora o Estado grande — fazer isso? Próxima de zero. Enquanto isso, o agricultor que precisa de fertilizantes, o industrial que importa máquinas e o trabalhador que compra pão todos os dias pagam a conta.
Conclusão: o real clama por liberdade, mas o governo prefere o controle
A desvalorização do real frente ao dólar não é um acidente climático. É o resultado de escolhas políticas deliberadas. O governo Lula insiste em um modelo de intervencionismo estatal que afugenta o capital, enquanto o mercado — que é formado por milhões de decisões individuais — reage com a única linguagem que entende: preço. O preço do dólar, nesse caso, está contando a verdade que os discursos oficiais escondem.
O cidadão brasileiro, que não é bobo, já sente no bolso o resultado dessa cegueira ideológica. O que fazer? Exigir responsabilidade fiscal. Cobrar do Congresso um Estado mínimo de verdade. E, acima de tudo, apoiar políticas que permitam ao empreendedorismo florescer — e não ser asfixiado pela maior carga tributária do planeta. Se o governo não mudar, prepare-se para ver o dólar câmbio real batendo em R$ 5,50 ainda este ano.
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