
O pregão desta quarta-feira (24) foi de relativa calmaria na B3, com o dólar fechando praticamente estável a R$ 5,22, em um dia de agenda esvaziada e sem grandes catalisadores locais. Na contramão de Wall Street, que fechou em leve queda pressionado por tecnologia, o Ibovespa conseguiu se segurar, mas o humor do investidor individual segue cauteloso com o cenário fiscal doméstico e a espera por novos sinais da política monetária.
📈 Índices B3 — Fechamento
| Índice | Pontos / Valor | Variação | Destaque |
|---|---|---|---|
| Dólar/BRL | 5,2154 | +0.00% | Estabilidade forçada. A moeda americana oscilou perto da marca dos R$5,20, sem força para romper resistências, refletindo o compasso de espera do mercado. A falta de intervenção direta do BC no câmbio e o cenário geopolítico externo (tensões no Irã) serviram como âncora, mas o fluxo comercial fraco e a desconfiança fiscal seguram qualquer otimismo. |
🚀 10 Maiores Altas — Ações (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| RCSL4 | RECRUSUL S.A. | +14.29% | R$ 0,64 |
| CEAB3 | CEA MODAS S.A. | +8.87% | R$ 10,68 |
| CVCB3 | CVC BRASIL OPERADORA E AGÊNCIA DE VIAGENS S.A. | +7.58% | R$ 1,42 |
📉 10 Maiores Quedas — Ações (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| CASH3 | MÉLIUZ S.A. | -7.45% | R$ 3,85 |
🚀 10 Maiores Altas — FIIs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| APXU11 | APXU11 | +5.83% | R$ 100,00 |
| INLG11 | INLG11 | +2.92% | R$ 67,00 |
| LKDV11 | LKDV11 | +2.05% | R$ 1.104,12 |
| BROF11 | BROF11 | +2.00% | R$ 60,18 |
| VINF11 | VINF11 | +1.55% | R$ 83,87 |
| CACR11 | CACR11 | +1.45% | R$ 25,19 |
📉 10 Maiores Quedas — FIIs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| ERCR11 | ERCR11 | -93.41% | R$ 5.008,34 |
| SOLH11 | SOLH11 | -5.42% | R$ 9,60 |
| QSOL11 | QSOL11 | -5.41% | R$ 4,20 |
🚀 10 Maiores Altas — ETFs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| BOVA11 | iShares Ibovespa Fundo de Índice | +0.45% | R$ 145,20 |
| SMAL11 | iShares Small Cap Fundo de Índice | +0.33% | R$ 108,75 |
| IVVB11 | iShares S&P 500 Fundo de Índice | +0.21% | R$ 320,10 |
| DIVO11 | It Now Dividendos Fundo de Índice | +0.18% | R$ 99,50 |
| FIND11 | It Now IFNC Fundo de Índice | +0.15% | R$ 120,30 |
| HASH11 | Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice | +0.12% | R$ 45,80 |
📉 10 Maiores Quedas — ETFs (B3)
| Ticker | Nome | Variação | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| XINA11 | iShares MSCI China Fundo de Índice | -0.40% | R$ 85,10 |
| SPXI11 | iShares S&P 500 Energy Fundo de Índice | -0.33% | R$ 112,40 |
| NASD11 | Hashdex Nasdaq 100 Fundo de Índice | -0.27% | R$ 35,60 |
🔑 Destaques do Pregão
O mercado operou em modo “espera”, sem grandes novidades econômicas no Brasil. O que segurou o ânimo foi a combinação de uma agenda macro fraca com a cautela vinda de Wall Street, que fechou em leve baixa pressionada pelo Dow Jones. No Brasil, a ausência de notícias sobre o front fiscal e a constante desconfiança em relação ao governo Lula/PT seguem como pano de fundo, impedindo uma reação mais agressiva da bolsa.
- Recrusul (RCSL4) dispara +14,29% — A ação de baixa liquidez da empresa de refrigeração teve um raro dia de forte valorização, sem notícia fundamental aparente. Para o investidor individual, é um lembrete de que papéis com esse perfil podem gerar grandes oscilações e risco elevado de “abrir e fechar” o capital.
- CVC (CVCB3) sobe +7,58% — O setor de turismo segue se beneficiando de algum fluxo de otimismo com a retomada sazonal, mas a empresa ainda enfrenta um passivo de dívida e desconfiança no modelo de negócios. Qualquer notícia sobre reestruturação ou demanda pode movimentar o papel.
- ERCR11 desaba -93,41% — Um FII que perdeu quase todo o seu valor de cota em um único pregão. A correção brusca sugere que o fundo pode ter sofrido uma desvalorização de seu portfólio (possivelmente um evento de inadimplência ou reavaliação drástica de ativos). É um alerta severo sobre os riscos de concentração em fundos de menor capitalização.
💱 Câmbio e Juros
O dólar fechou em R$ 5,22, em estabilidade, mas a pressão cambial não desapareceu. O cenário internacional, com a guerra no Irã e a perspectiva de juros mais altos por mais tempo pelo Fed, continua a empurrar a moeda americana para cima. No Brasil, a expectativa de que o Banco Central precise manter a Selic em patamares restritivos para conter a inflação (que segue acima do teto da meta) e a desconfiança com a política fiscal expansionista do governo petista seguram o real. A saída de capital estrangeiro, mencionada em análises recentes, é um termômetro de que o “risco Brasil” continua pesando. Para o investidor de renda fixa, os juros futuros continuam altos, mas qualquer anúncio de corte de gastos ou sinal de responsabilidade fiscal será crucial para um alívio.
🔭 O que Monitorar na Próxima Sessão
O mercado precisa de combustível. Sem dados fortes, o pregão de amanhã (25/06) pode seguir o mesmo padrão lateral. Fique de olho:
- 🔴 Leilão do Tesouro Direto (25/06, 11h) — A demanda pelos títulos públicos, especialmente as NTN-B (inflação) e LTN (prefixadas), dará uma leitura clara da confiança do mercado na política fiscal e na trajetória da Selic.
- 🌎 Discurso de dirigente do Fed (manhã de 25/06) — Qualquer comentário mais duro sobre juros ou inflação nos EUA pode fortalecer o dólar e pressionar o Ibovespa.
- 📊 Fluxo de capital estrangeiro na B3 (dado semanal a ser divulgado) — A saída de gringos (já sinalizada em análises) é um dos maiores riscos para o curto prazo. Fique atento ao saldo de investimentos estrangeiros; se continuar negativo, o Ibovespa pode perder fôlego.
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